Jundiaiense condenado a 108 anos de Cadeia é capturado em Cabreúva
O jundiaiense Anderson José Alves de Souza, de 44 anos, foi capturado nesta terça-feira (09) no bairro do Vilarejo, em Cabreúva. Ele era procurado da Justiça pela participação em rebelião, em 2011, que culminou em três presos decapitados na Penitenciária 2 de Serra Azul.
A condenação ocorreu após Tribunal do Júri que condenou outros quatro presos, com penas semelhantes.
Os advogados de defesa consideraram exageradas as penas.
Um dos réus se vangloriava por ter decapitado presos de facção rival.
No início da rebelião os carcereiros foram rendidos, ameaçados de morte e obrigados a abrir as celas.
As cabeças dos mortos eram exibidas a todos no pátio da P-2 de Serra Azul, segundo os relatos das testemunhas.
O delegado de Cabreúva, Ruiter Martins da Silva, determinou o recolhimento do preso para o Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, onde deverá aguardar transferência por parte da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), do Governo do Estado.
Anderson chegou a morar na cidade de Sorocaba, na Vila Nova Esperança e nos últimos meses estava em um conjunto de casas do bairro do Vilarejo, em Cabreúva.
O delegado disse que foi em uma ocorrência da Polícia Militar no bairro que culminou na prisão do procurado da Justiça.
O processo sob o comando da juíza Luana Ivete Oddone Chahim Zuliani tem 3.800 páginas.
Anderson foi condenado cinco vezes pela prática de homicídio (106 anos e 5 meses) e três ameaças (com condenação de um ano e cinco meses).
Em seu recurso ao Tribunal de Justiça do Estado – que manteve decisão de 1ª instância – , ele disse que foi coagido a agir pelos demais presos que praticavam a rebelião na P-2 de Serra Azul.
A Justiça entendeu que o jundiaiense teve participação fundamental nas execuções, já que era a sua função a condução das vítimas para o local das decapitações.
O Ministério Público destacou a participação de Anderson, que teria inclusive “desfilado” pelos corredores com a cabeça de um dos decapitados.
Um dos presos condenados ainda defendeu Anderson nos depoimentos, falando que não o viu executar ninguém. Apenas tinha as mãos sujas de sangue.
O relator do Tribunal de Justiça do Estado, doutor Gilberto Ferreira da Cruz, entendeu pela manutenção das condenações da primeira instância, em seu despacho.


