Trabalhadores da CBC realizam protesto
O Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí e Região realizou esta semana duas assembleias de esclarecimento na indústria CBC, na Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, no Medeiros. Os trabalhadores estão insatisfeitos e pediram ação do Sindicato.
A primeira assembleia ocorreu na manhã de terça-feira (27) e, a outra nessa quarta (28).
“A realidade é que a nova gestão da CBC está acabando com o lazer, o tempo com a família e a qualidade de vida dos trabalhadores, principalmente dos companheiros que moram em outras cidades”, comentou o vice-presidente do Sindicato, José Carlos Gomes Cardoso.
Na assembleia, o Sindicato deu um prazo até dia 15 de março para que a empresa encontre uma solução para os problemas.
A questão é que, sob a liderança da Chefe de Relações Industriais, foram realizadas mudanças sem um prévio acordo com os trabalhadores e o Sindicato, o que tem gerado revolta e indignação.
Entre as principais mudanças estão:
Aumento dos descontos: A empresa aumentou os descontos para refeição, transporte e plano de saúde, impactando diretamente no orçamento dos trabalhadores.
Retirada de benefícios: Alguns trabalhadores tiveram retirado o direito de cesta básica ou cartão VA (Vale Alimentação), medida que foi tomada visando a economia da empresa.
Redução dos ônibus fretados: Houve a retirada de alguns ônibus fretados, sobrecarregando o itinerário de outros. Isso tem resultado em jornadas mais longas, com muitos companheiros passando mais de 2 horas dentro dos ônibus, sem pagamento de horas extras e com menos tempo para convívio familiar.
Atraso no pagamento do PPR: O pagamento do Programa de Participação nos Resultados não é realizado há mais de quatro anos, prejudicando os trabalhadores.
Qualidade da alimentação: Apesar do aumento dos descontos em folha de pagamento para refeição, a qualidade da alimentação piorou, afetando especialmente os trabalhadores da fábrica, que necessitam de uma nutrição adequada devido ao desgaste físico.
“Tais mudanças têm impactado negativamente na vida dos trabalhadores, e acreditamos que há alternativas inteligentes para conter gastos na empresa. Por exemplo: Aproveitamento da mão-de-obra qualificada: Em vez de enviar serviços para empresas terceirizadas, a empresa poderia priorizar a fabricação própria, utilizando a mão-de-obra qualificada que a CBC tem. Isso reduziria os custos com logística e transporte, além de manter os funcionários mais engajados e produtivos, disse o diretor do Sindicato, José Carlos.
Os diretores lembraram na assembleia de que é fundamental que essas questões sejam discutidas com o Sindicato e trabalhadores. Caso contrário, o Sindicato terá que tomar as medidas legais e necessárias.
Participaram das assembleias o vice-presidente José Carlos Gomes Cardoso (Mineirinho) e os diretores André Rubens da Silva (Latino), Lázaro Roberto da Silva (Betão) e Vera Maria Cyrino.
O espaço está aberto no “Jornal da Região” para resposta da empresa.
Joyson
Outro problema de insatisfação vem tomando conta dos trabalhadores da Joyson, a antiga Takata-Petri, devido “sumiço” de dinheiro da Cooperativa. O delegado do 5º Distrito Policial, Carlos Eduardo Barbosa Soares, abriu inquérito para apurar o caso. Paralelamente trabalhadores procuram advogados para acionar a empresa, na tentativa de recuperar seus recursos financeiros que foram aplicados na Cooperativa. O Sindicato também tem tentado uma solução.


