Sequestro de caminhoneiro ‘mostra’ poder do PCC no Interior
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana solucionou um caso de sequestro de caminhoneiro que mostra como a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) está bem estruturada no crime organizado.
Tudo começou com o roubo de uma carreta e carga em Santo Antônio da Posse (SP).
O caminhoneiro foi sequestrado e levado para Hortolândia. A família dele passou a receber ameaças de que os bandidos iriam matar a vítima se não pagasse a quantia de R$ 20 mil.
A carreta e a carga foram levadas para o Paraguai. A Polícia ainda tenta localizar o veículo.
A família do caminhoneiro entrou em contato com a Polícia Civil do Paraná. A Delegacia Antissequestro de Curitiba solicitou apoio ao Deic da Capital, em São Paulo. A Delegacia especializada em sequestros da Secretaria de Segurança Pública de SP entrou nas investigações e acionou a DIG de Americana e de Piracicaba, para iniciarem buscas.
Como a família do caminhoneiro estava desesperada por salvar a vítima, depositou a quantia de R$ 10 mil na conta PIX ***.297.368.***, que seria de um dos envolvidos no sequestro.
Os policiais civis de Americana foram até a casa do suspeito, que não estava. Mas encontraram no local dois tijolos de crack, comprovando que ele está envolvido no tráfico de drogas.
A família do suspeito disse que ele estaria com duas jovens. As moças foram procuradas e confirmaram que sacaram o dinheiro do PIX recebido pelo rapaz. Elas tinham conhecimento de que se tratava de dinheiro de ação criminosa.
Com o endereço de Piracicaba, equipes da DIG daquele município foram até a casa do avô do bandido, mas não o encontraram.
A família do caminhoneiro de Marinalva (PR), continuava recebendo ligações ameaçadoras e mantendo contato com a Polícia.
As diligências no Estado de São Paulo continuavam em busca do suspeito e do caminhoneiro.
Os policiais descobriram que o rapaz integra o PCC e teria encontro marcado com um gerente do tráfico, “Irmão Magnata”.
A partir das informações recebidas as equipes da DIG de Americana foram até o endereço indicado e avistaram um homem em atitude suspeita, realizando a abordagem.
O homem se identificou como sendo “Irmão Magnata” e que era o “Geral do Estado de São Paulo” do PCC. Que tinha em sua casa um revólver calibre .38 e uma pistola .9mm, usadas para práticas de homicídios em cidades da região, como Americana e Santa Bárbara D’Oeste.
“Magnata” negou participação no sequestro.
Os policiais civis continuaram apertando o cerco, até que o motorista da carreta foi libertado em Campinas junto com outros dois caminhoneiros que também sofriam extorsões.
A Polícia Civil vai colher os depoimentos dos caminhoneiros sequestrados e dará continuidade nas buscas aos demais integrantes da facção criminosa.


