ATUALIZADO – POLÍCIA MILITAR CAPTURA PROCURADO PELA MORTE DE RENAN
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As forças de segurança na região de Jundiaí estão mobilizadas para tentar encontrar Lucas Gonçalo dos Santos, de 31 anos. Ele é procurado pela morte do supervisor de vendas Renan Sposito Miossi, de 37 anos.
Renan estava desaparecido desde sexta-feira, dia 12, depois de deixar a empresa em que trabalhava na cidade de Valinhos. Ele foi encontrado morto na segunda-feira (15), em uma casa no bairro do Eloy Chaves, em Jundiaí.
Buscas
No sábado (13) a família de Renan prestou queixa de desaparecimento no Plantão da Polícia Civil de Jundiaí, com o delegado Alexander de Paula Silva.
No mesmo sábado a Polícia obteve informações de que o veículo circulou por Jundiaí e depois “sumiu”.
No domingo (14), soldados da Polícia Militar de Cabreúva avistaram o carro de Renan, um Renault Kwid pela Avenida Vereador José Donato, em Cabreúva e houve um certo acompanhamento até a rua Otília Iansen Castaldi, no Vilarejo.
Contradições
Ao ser abordado pelos PMs com o carro da vítima, Lucas dos Santos deu várias versões.
Na primeira delas de que havia adquirido o carro com a namorada.
Mas entrou em contradições, não sabendo informar de quem e falando que fazia cinco dias que estava com o carro.
Prometeu que a namorada traria o documento do veículo.
Ao ser informado pelos policiais militares de que o veículo tinha queixa com desaparecimento do supervisor de vendas, modificou a história e acabou contando que conheceu Renan em um supermercado no bairro do Eloy Chaves, em Jundiaí.
Durante a conversa com Renan, segundo versão dada por Lucas aos policiais militares, ele pediu o carro emprestado para ir a uma festa de aniversário de sua mãe, com a promessa devolver em seguida.
Em depoimento ao escrivão ad hoc da Polícia Civil de Cabreúva, Lucas voltou a entrar em contradições. Ele disse que não sabia o nome do supermercado em que conheceu Renan. Mas garantia que o carro era “emprestado”.
Depois falou que na verdade conheceu Renan em uma festa e pediu o carro emprestado para ir até Cabreúva.
Nos registros do Sistema Detecta da Secretaria de Segurança Pública há informações de que o veículo não só passou por Jundiaí e Cabreúva, mas também por Itu.
Sangue na roupa?
Durante o interrogatório, os policiais notaram que havia mancha de sangue próximo da gola da camisa de Lucas. Questionado, ele disse que era graxa. Mas, os policiais, desconfiados de que era sangue, pediram a camisa e a apreenderam para análise do Instituto de Criminalística de Jundiaí.
Por fim, o delegado Marco Antônio Silva, do Plantão Regional de Polícia Civil achou por bem encaminhar Lucas e o carro apreendido para a sede da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), em Jundiaí.
Falta de provas
Ao assumir o caso praticamente na madrugada de domingo para segunda-feira (15), o delegado da DIG, Roberto Souza Camargo Júnior, não tinha provas de homicídio.
Ele disse que não era possível prender Lucas por força da legislação vigente.
“Não havia corpo. Não havia homicídio. Não tinha queixa de furto do carro. Não havia elementos legais”, comentou em entrevista coletiva na tarde de terça-feira (16).
Mas foram as investigações dos policiais da DIG de Jundiaí que permitiram localizar o corpo de Renan, no interior de uma casa no bairro do Eloy Chaves.
Encontro do corpo
A partir das informações do Detecta soube-se que o veículo circulou pelo bairro do Eloy Chaves. Foi identificada a casa onde o carro ficou parado.
Os policiais civis conversaram com o proprietário da casa da frente e ele admitiu que Lucas alugou o imóvel.
Os investigadores pediram para verificar a casa dos fundos e, no corredor, sentiram forte odor, prevendo que havia um corpo no local.
Quando o proprietário abriu a porta, os investigadores da DIG encontraram o corpo de Renan sobre um colchão. Era a única coisa que havia no interior do quarto, sem móveis.
O delegado Roberto preferiu não comentar as circunstâncias em que o corpo foi encontrado.
Mas, sabe-se que estava em adiantado estado de decomposição pelos dias que se passaram e, laudo médico apontou que a vítima morreu por asfixia mecânica, caracterizando a prática de homicídio.
Denúncias
Quem tiver informações da localização de Lucas pode ligar no telefone 181 do Disque Denúncia, no 197 da Polícia Civil, no 190 da Polícia Militar ou no 153, da Guarda Municipal.
A Justiça de Jundiaí concedeu a Prisão Temporária do acusado Lucas, conforme solicitação feita pelo delegado da DIG, Roberto Souza Camargo Júnior, diante das novas probas obtidas pela Polícia Civil.


