quarta-feira, 3, junho, 2026, 00:39
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Candidatos a prefeito de Jundiaí trocam acusações na TV Tem

O debate entre os candidatos a prefeito de Jundiaí, na TV TEM, que começou na noite de sábado (28) e terminou na madrugada deste domingo (29) foi recheado por trocas de acusações.

O clima esquentou quando o vice-prefeito, Gustavo Martinelli, candidato do União Brasil, revelou “rombo” de R$ 1 milhão na Prefeitura e falou de “endividamento”.

O candidato do prefeito Luiz Fernando Machado, ex-gestor de Finanças, José Antônio Parimoschi (PL), pediu direito de resposta – que foi negado pela organização do programa.

Quando teve a oportunidade de falar, Parimoschi respondeu que Gustavo estava agindo de forma errada sobre o caso de R$ 1 milhão, porque o problema envolveu um servidor público que respondeu sindicância e agora a Prefeitura busca recuperar o que foi desviado pelo trabalhador.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Seccional de Polícia Civil abriu inquérito junto com o Ministério Público.

Por causa da Lei de Proteção de Dados a Imprensa Oficial do Município não discrimina mais os atos irregulares que servidores cometem no exercício da profissão.

Parimoschi diz que o autor do ato foi exonerado e “não se pode culpar um gestor pelos atos cometidos por servidor”.

Parimoschi lembrou que saiu resultado da Paraná Pesquisas que o aponta como líder na preferência do eleitor de Jundiaí, para o domingo que vem (6 de outubro).

Voltou a falar que Gustavo Martinelli foi “condenado” pelos pagamentos irregulares de horas extras a um consultor jurídico da Câmara Municipal, tanto pelo Tribunal de Contas como também pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), falando para os telespectadores consultarem no Google “Gustavo Martinelli condenado” – como têm feito candidatos à Prefeitura da Capital, que orientam os eleitores a consultarem sobre o passado dos outros candidatos.

Também falou que Gustavo pertence ao União Brasil, que esteve envolvido em irregulares com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Fake News

Já o “candidato do presidente Lula” em Jundiaí, Ricardo Bocalon, chegou a ganhar apelido de Gustavo Martinelli, falando que existe “dobradinha” com Parimoschi, fazendo junção dos dois nomes.

Bocalon pediu para Gustavo Martinelli parar de veicular “fake news” nas redes sociais, de que teria sido condenado durante seu exercício em Itupeva. Pediu também respeito pelo seu passado e pela pessoa que é.

Foram muitos os pedidos de respostas feitos pelos candidatos.

Gustavo Martinelli elencou uma série de acusações contra a atual gestão, com irregularidades como o contrato da UPA do Vetor Oeste, com mais de R$ 70 milhões – segundo o Tribunal de Contas do Estado -; falou sobre a contratação de empresa para fazer georreferenciamento da cidade – que também não deu certo, mas serviu para aumentar o IPTU na atual gestão; criticou o elevador do São Camilo, falando que a população não quer esse equipamento, mas quer moradias. Disse ainda que a prioridade em seu Governo não é construção de parques como o Mundo das Crianças, mas saúde das crianças.

Higor Codarim também pediu Direito de Resposta contra Parimoschi, que falou ter “medo” do que Jundiaí pode se transformar caso o candidato do partido de Boulos seja eleito, porque “defendem” liberação das drogas, das invasões de imóveis.

Higor insistiu que Jundiaí tem o custo de vida mais caro do Interior, que a tarifa dos ônibus em seu governo será zero, porque hoje é mais cara do que em São Paulo.

Também insistiu com Gustavo Martinelli de que ele é “candidato das construtoras”, tendo Ricardo Benassi como responsável por “vender a cidade” para empreiteiras que vão fazer mais exploração imobiliária e deixarão as famílias mais pobres sem moradias. Também insinuou que a campanha de Gustavo Martinelli é extremamente cara, que está espalhada por toda a cidade, questionando de onde vem tudo isso.

Higor Codarim também reclamou da Saúde, do Transporte e disse que a Defesa Civil de Jundiaí trabalha sem equipamentos de proteção individual (EPIs).

Gustavo Martinelli respondeu a Higor Codarim que Ricardo Benassi tem responsabilidade e “vamos construir moradias populares. Vamos manter a qualidade de vida”. Lembrou que viveu muitas dificuldades na infância, na Vila Maringá e que não tem vergonha de ter um pai que era “sucateiro”.

Codarim comentou que o objetivo da candidatura de Gustavo Martinelli seria o “enriquecimento” da construtora do seu vice, Ricardo Benassi.

Ricardo Bocalon insistiu que a Saúde em Jundiaí vai muito mal, sendo que consulta e exames de cardiologistas levam até um ano. Que a cidade conta com apenas três cardiologistas no sistema público. Que vai trazer com o presidente Lula quatro carretas com especialistas para mutirão, que vão ficar em quatro cantos da cidade. Vão fazer consultas e exames tudo na hora.

Parimoschi rebateu as acusações sobre “duplicidade” de exames, uma vez que as Unidades Básicas fazem um exame e quando o cidadão chega no São Vicente faz outro. Disse que todo o processo está sendo unificado. Que foram contratados pelo prefeito Luiz Fernando Machado mais de 60 mil exames e mais de 15 mil consultas. Que as clínicas da família foram inauguradas junto com as UPAs. Também falou da Educação, que vai ampliar os contratos com a rede privada, para atender as crianças que precisam de creches.

Veja o debate na íntegra

https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/video/debate-da-tv-tem-veja-o-1o-bloco-entre-os-candidatos-a-prefeitura-de-jundiai-12963818.ghtml