quarta-feira, 3, junho, 2026, 23:35
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Prefeitura e HSVP pagam à Medplus, mas pediatras denunciam falta de repasses

MedPlus anuncia pagamento dos salários dos médicos de Jundiaí para segunda-feira (30)

 

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Médicos que atuam nos Prontos-Atendimentos (PAs) de Jundiaí estão trabalhando sem receber seus salários há mais de dez dias, em meio a uma transição conturbada entre empresas prestadoras de serviços médicos. A Prefeitura de Jundiaí fez os repasses normalmente, mas a empresa que contratou médicos não fez os pagamentos dos salários da categoria, alegando que por se tratar de “sociedade de médicos”, precisa apurar valores “finais devidos a cada sócio”.

A situação se agravou após o encerramento do contrato entre o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSVP) e a empresa MedPlus, ocorrido em 5 de junho.

Segundo documentos obtidos pela reportagem, os profissionais que deveriam ter recebido seus salários no dia 17 de junho tiveram o pagamento adiado para 10 de julho, conforme comunicado da MedPlus Serviços Médicos, da Capital.

Em comunicado oficial divulgado quinta-feira (27), a MedPlus informou que o “repasse dos valores será efetuado a todos até o dia 11 de julho de 2025”, mas alertou que o pagamento pode ser antecipado caso o Hospital antecipe os repasses das demais especialidades médicas. O Hospital contesta que haja pendências e a Prefeitura também informa que tem feito repasses até adiantados ao HSVP.

A situação deixa os médicos em uma posição delicada: continuam atendendo pacientes nos plantões, enfrentando superlotação e a pressão do sistema de saúde público, mas sem a garantia de quando receberão seus salários.

Hospital nega inadimplência

Em nota oficial o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo negou qualquer atraso de pagamento com a MedPlus, esclarecendo que “não há qualquer pagamento em atraso” e que o “próximo, e último pagamento, conforme estabelecido em contrato, será realizado na data acordada”.

O hospital informa que a responsabilidade pelos salários dos médicos é da antiga prestadora, afirmando que “cabe à prestadora definir a forma e os prazos de pagamento aos profissionais que mantinha em sua equipe”.

A direção do HSVP informou que recebeu uma comissão de médicos para discutir a situação, “demonstrando abertura ao diálogo e respeito aos profissionais envolvidos”.

O hospital também lamentou “a propagação de informações imprecisas que geram insegurança e desinformação junto à população”.

A situação preocupa não apenas os profissionais diretamente afetados, mas também a população que depende dos serviços de saúde pública.

Os Prontos-Atendimentos são pontos cruciais do sistema de saúde municipal, atendendo casos de urgência e emergência. Os Prontos-Atendimentos gerenciados pelo Hospital São Vicente de Paulo são os do Centro, Ponte São João e Vila Hortolândia.

O “JR” procurou a MedPlus e aguarda uma resposta sobre a situação que foi criada, gerando descontentamento dos médicos.