quarta-feira, 22, julho, 2026, 08:30
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Acusado da morte de apresentador diz que agiu por ciúmes

O acusado de ter matado o apresentador Luiz Flávio Brito, de 51 anos – da TV Japi (Canal 8 da NET-Claro), o morador de Várzea Paulista, Yuk Bayard Costa, disse em depoimento ao delegado Rafael Diorio Costa, da Polícia Civil, que agiu em legítima defesa.

Ele contou que houve discussão por ciúmes.

Segundo o acusado, Brito mexeu com a sua mulher, quando estava trabalhando, na instalação de uma lixeira, na calçada. Ele arremessou a furadeira que estava em suas mãos contra a vítima.

A TV Record teve acesso a um áudio enviado por Brito para a equipe da TV Japi, pedindo acionamento da viatura da Guarda Municipal para o endereço onde estava, como forma de intimidar Yuk, pedindo “levantamento da ficha criminal” do acusado.

O crime ocorreu no domingo, no bairro Jardim Itália, em Várzea Paulista.

O Crime

Segundo informações do boletim de ocorrência, o fato ocorreu na tarde de domingo (07) quando a vítima e o suspeito Yuk Bayard Costa se desentenderam e entraram em luta corporal.

Durante a briga, Yuk utilizou uma furadeira elétrica para agredir a cabeça do jornalista, causando lesões gravíssimas no crânio.

Após o ataque, o agressor fugiu do local levando a furadeira – objeto do crime – deixando apenas um cabo plástico no chão como evidência.

A vítima foi socorrida e levada ao Hospital São Vicente, em Jundiaí, onde teve morte cerebral.

O carro da fuga chegou a ser apreendido pela Polícia.

Investigação e Prisão

O delegado titular Rafael Dioiro Costa determinou imediatamente a instauração de inquérito policial e iniciou as buscas pelo autor do crime.

Diorio estava pedindo a prisão temporária do acusado, quando a advogada do investigado compareceu à delegacia apresentando Yuk Bayard Costa, que se entregou voluntariamente.

O suspeito prestou depoimento detalhado sobre os fatos, colaborando com as investigações.

Após ser ouvido em interrogatório, Yuk foi formalmente indiciado pela prática de homicídio.

Devido à sua colaboração espontânea e ao esclarecimento detalhado da dinâmica da briga, além da ausência de tentativa de fuga, o delegado decidiu não prosseguir com o pedido de prisão temporária – como prevê a legislação em vigor.

“Diante da colaboração e o total esclarecimento dos fatos, declarando de forma circunstanciada a dinâmica da briga, e ainda, pela inexistência de fuga ou qualquer outro meio que possa atrapalhar as investigações, o pedido de prisão tornou-se sem efeito”, explicou o delegado Diorio.

Outras testemunhas já foram ouvidas pelos investigadores, que trabalham para esclarecer completamente as circunstâncias que levaram à tragédia.

O caso chocou a comunidade local.