Ladrão com passagem por Jundiaí é morto em confronto com a PM de Campinas
Um homem de 43 anos morreu durante confronto com policiais militares no Jardim Santa Maria, em Campinas. O criminoso, que era foragido da Justiça do Rio de Janeiro e “atuava” em Jundiaí, inclusive tendo sido preso por tráfico e uso de arma de fogo, estava escondido em uma chácara.
A Polícia Militar recebeu informações da Inteligência sobre a localização do crimino, que possuía mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, válido até junho de 2044.
Ao chegarem ao local, os PMs avistaram um homem junto ao portão interno do imóvel que, ao perceber a aproximação das viaturas policiais, saiu correndo para o interior da propriedade. Outras duas viaturas se posicionaram na rua de trás para completar o cerco.
O confronto
Durante a busca, os policiais encontraram indícios de que o suspeito havia saltado o muro para uma chácara vizinha.
Ao se aproximarem da segunda casa e empurrarem a porta de entrada, ele imediatamente efetuou disparos de arma de fogo contra a equipe policial.
Os tiros do fugitivo atingiram a porta de madeira e a parede ao lado. Em resposta à agressão, os policiais militares revidaram com disparos para neutralizar a ameaça.
O indivíduo foi atingido pelos disparos e não respondia mais às verbalizações.
Os policiais se aproximaram com escudo balístico, afastaram a arma utilizada pelo suspeito – uma pistola Taurus G2C 9mm com numeração suprimida – e constataram que ele havia morrido.
Durante a operação, foram encontrados e apreendidos:
- Uma pistola Taurus calibre 9mm com numeração suprimida
- 61 munições de fuzil calibres .223 e 5.56mm
- Três carregadores (dois de fuzil e um de pistola)
- R$ 2.200 em dinheiro (20 notas de R$ 100 e uma de R$ 200)
- Um cartão bancário em nome de terceiro
- Veículo Hyundai I30 prata, placa FYX3B64
O carro, que estava em nome de terceiros, já havia sido apreendido anteriormente na cidade de Jundiaí portando armas de fogo e drogas, segundo consulta realizada pelo Copom.
Decisão da autoridade policial
O delegado Caio Ribeiro de Morais, da 2ª Seccional de Campinas, que registrou o caso, determinou que os policiais militares agiram em legítima defesa. Em sua fundamentação, o delegado destacou que os PMs repeliram “injusta agressão iminente a direito próprio, utilizando moderadamente e proporcionalmente dos meios necessários”.

