Justiça de Ubatuba explica motivo de soltar assassino de Sarah
A 2ª Vara Criminal de Ubatuba informou ao “Jornal da Região” que negou o pedido de prisão temporária de Alessandro Neves dos Santos, réu confesso do assassinato da jundiaiense Sarah Picolotto dos Santos, de 20 anos. A Polícia Civil e o Ministério Público pediam a prisão.
Em nota do Tribunal de Justiça enviada ao jornal, é explicado que a decisão “reconhece a gravidade dos fatos investigados”, mas ressalta que a prisão temporária é medida excepcional e só pode ser decretada quando estritamente indispensável ao andamento da investigação, conforme determina a Lei 7.960/89.
“De acordo com os fundamentos da decisão, a postura colaborativa do investigado não representa risco imediato às diligências e há uma série de medidas cautelares para viabilizar a apuração de circunstâncias criminosas, como buscas e apreensões, levantamento de sigilo de dados e financeiro, interceptação telefônica etc. Na mesma decisão, foi deferida a busca e apreensão nos endereços indicados, para fins de arrecadação de provas e objetos relacionados à apuração.”
A Polícia Civil de Ubatuba ainda investiga a participação de outras pessoas no crime ou que contribuíram para o assassinato.
O corpo de Sarah foi localizado em uma mata próxima a uma cachoeira no final de semana. O sepultamento ocorreu em Jundiaí no domingo (17).
Sarah tinha ido passar o final de semana anterior em Ubatuba, quando acabou sendo morta. Após a denúncia do seu desaparecimento**,** policiais civis foram até o local onde estava hospedada e encontraram apenas as suas malas.
Uma testemunha colaborou indicando o principal suspeito, que acabou confessando o crime e levando a equipe até onde havia ocultado o corpo. Ele disse ainda que jogou as roupas dela na água junto com o celular.
Acusado de matar Sarah é solto pela Justiça em Audiência de Custódia


