Justiça de Ubatuba manda prender assassino de Sarah (que agora é fugitivo)
A 2ª Vara Criminal de Ubatuba voltou atrás após recurso do Ministério Público e decretou a prisão de Alessandro Neves dos Santos, de 24 anos, réu confesso pelo assassinato da jovem Sarah Picolotto dos Santos Grego, de 20 anos, natural de Jundiaí. No entanto, o suspeito está foragido e não foi localizado pela Polícia Civil.
Ao Jornal da Região, a Justiça justificou a decisão inicial alegando que existe legislação que permite ao réu responder em liberdade “quando colabora com a Polícia”. A advogada criminalista Renata Pavan, do Escritório Mércio de Oliveira, de Jundiaí, criticou a Audiência de Custódia, que “não verificou os antecedentes criminais” do acusado.
O crime
Sarah saiu de Jundiaí para passar um final de semana em Ubatuba, onde conheceu Alessandro e amigos dele. Segundo as investigações, ofereceram bebidas para a jovem em uma adega e depois a levaram para um local onde teriam ocorrido estupro e assassinato.
O acusado foi localizado pela Polícia Civil de Ubatuba e indicou onde havia deixado o corpo de Sarah, ao lado de uma cachoeira. Alessandro jogou nas águas as roupas da vítima e o telefone celular dela. Depois retornou para casa, onde permaneceu até ser denunciado pelo crime.
Mudança de decisão
Após repercussão negativa, a Justiça de Ubatuba reconsiderou e decretou a prisão do acusado. Porém, a Polícia não o encontrou até a noite desta terça-feira (19).
O Jornal da Região apurou que o acusado possui pelo menos três passagens criminais registradas quando era adolescente – informações que ficam “ocultas” quando a pessoa atinge a maioridade.
Mesmo após completar 18 anos, Alessandro se envolveu em furto de veículo de um técnico da operadora Vivo. Ele fugiu com o carro do funcionário, derrubando-o da escada durante a ação. Houve perseguição policial e o suspeito bateu o veículo furtado. No hospital, causou transtornos aos profissionais de saúde.
Críticas à decisão judicial
A advogada Renata Pavan afirmou que a equipe da Audiência de Custódia poderia “ter consultado” os antecedentes criminais do acusado antes de decidir pela soltura, classificando a situação como “uma falha enorme”.
Denúncias: Quem tiver informações sobre o paradeiro de Alessandro Neves dos Santos pode entrar em contato pelos telefones 190 (Polícia Militar), 181 (Disque Denúncia) ou 153 (Guarda Municipal).
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