Mulher é presa em camping por desacatar policiais
Uma mulher foi presa após ameaçar funcionários de um camping em Cabreúva e desacatar policiais militares. O caso ocorreu no Camping no bairro Pedreira.
Segundo informações da Polícia Militar, uma equipe foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de desinteligência e ameaça no estabelecimento.
Confusão por celular perdido
De acordo com o relato policial, a confusão começou quando a suspeita procurou os funcionários do camping alegando que seu aparelho celular havia sido furtado. Após verificação, descobriu-se que outro usuário do local havia recolhido o telefone por engano.
Como o aparelho se encontrava em Indaiatuba, os funcionários do camping conseguiram um motorista conhecido para acompanhar a mulher até a cidade vizinha para reaver o celular.
Ela inicialmente aceitou o acordo, mas mudou de comportamento ao se dirigir à saída do estabelecimento.
Ameaças com referência ao PCC
Na portaria do camping, a suspeita desceu do veículo e passou a ofender os funcionários, proferindo ameaças de morte.
Segundo o registro policial, ela afirmou conhecer traficantes ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e que estes iriam “matar todos”, dizendo ainda que “isso não iria ficar daquele jeito”.
A funcionária que acionou a polícia relatou ter sido ameaçada de morte pela suspeita, que apresentava sinais de estar sob efeito de álcool ou entorpecentes, com odor etílico, fala desconexa e comportamento agressivo.
Desacato e resistência
Quando os policiais militares chegaram ao local, a mulher direcionou as agressões verbais também aos agentes, usando expressões ofensivas como “policial corrupto”, “ladrão” e outras palavras de baixo calão.
Ela ainda ameaçou os policiais, afirmando conhecer pessoas que iriam prendê-los.
Diante da recusa em acatar as ordens para se acalmar, foi necessário o uso de algemas para contê-la.
Mesmo algemada, a suspeita continuou desferindo ofensas, além de cuspir e tentar chutar os policiais durante o trajeto até a delegacia.
Comportamento de automutilação
Na unidade policial, a mulher manteve as agressões verbais e apresentou comportamento de automutilação, arremessando-se contra paredes e móveis na tentativa de se ferir.
Foi necessário conduzi-la até a cela como medida de preservação da integridade física dela própria e das demais pessoas presentes.
Durante o período na delegacia, compareceu um amigo da suspeita, que informou que ela sofre de transtornos mentais e faz uso de medicação controlada.
No entanto, não foram apresentados laudos médicos que comprovassem a condição clínica alegada.
Investigação prossegue
A delegada Fernanda Monteiro de Souza destacou que, apesar das tentativas de agressão física, nenhum policial sofreu lesões. O estabelecimento possui câmeras de monitoramento, embora sem captação de áudio.
O caso será investigado pelos crimes de ameaça, desacato à autoridade e possivelmente associação criminosa, devido às alegações de vinculação com facção criminosa. A suspeita permanece à disposição da Justiça, na Cadeia Feminina de Itupeva.


