quinta-feira, 4, junho, 2026, 04:28
CIDADESJUNDIAÍ

Escola do Corrupira tem 31 casos suspeitos de Parvovirose

A Prefeitura de Jundiaí emitiu uma nota de esclarecimento sobre o surto de Parvovirose concentrado na Escola Municipal Maria Angélica Lourençon, no bairro do Corrupira. Até a última sexta-feira o “Jornal da Região” tinha recebido dos pais que havia dois casos confirmados. Nesta quarta-feira (08) o número subiu para 31 casos suspeitos. Os pais estão preocupados e a nota da Prefeitura faz diversas explicações sobre a situação:

“A Secretaria Municipal de Promoção da Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica esclarece que, no período de 5 de setembro até o momento, foram notificadas 31 crianças com suspeita de Eritema Infeccioso (Parvovirose B19) na referida unidade escolar, o que caracteriza um surto (quando ocorre mais de um caso diagnosticado). Trata-se de crianças que residem, em sua maioria, na região do bairro Corrupira.

Reitera-se que, assim que identificado esse surto, as equipes da Vigilância Epidemiológica e das Unidades Básica de Saúde (UBSs) da região procederam com as medidas cabíveis de prevenção, vigilância e controle da doença, incluindo orientação aos pais e/ou responsáveis pelos alunos.

Todas as medidas de higienização da unidade escolar também foram devidamente efetuadas.

A Vigilância Epidemiológica ainda informa que não há indicação de fechamento da escola, porque o período de incubação, desde a aquisição do Parvovírus B19 até o início dos sintomas iniciais (erupção cutânea ou sintomas de crise aplástica), é de 4 a 14 dias, podendo chegar até a 21 dias.

Portanto, casos ainda podem surgir.

Quem já teve contato com o vírus e estiver suscetível poderá apresentar os sintomas.

A orientação é que seja procurada a UBS Corrupira.

Também são necessárias a adoção de medidas de prevenção, as quais são:

-Estimular a higienização das mãos com água e sabão ao longo do dia, principalmente se sujidade visível (produtos alcoólicos também poderão ser utilizados);

-Utilizar máscaras cirúrgicas, principalmente em caso de coriza e tosse, além de cobrir boca e nariz com um lenço de papel ao tossir ou espirrar – fazendo o descarte do material imediatamente após o uso;

-Evitar roer unhas e chupar dedo;

-Higienizar itens de uso pessoal;

-Limpar e desinfetar o ambiente com solução de álcool etílico a 70%.

O Eritema Infeccioso (Parvovirose B19), também conhecido como quinta doença (as quatro primeiras são: Sarampo, Rubéola, Catapora e Roséola), é uma infecção viral, e diagnóstico é feito por meio de exame clínico, baseado nos sinais e sintomas típicos. Testes sorológicos não são necessários em crianças saudáveis. O tratamento geralmente é autolimitado e não necessita de tratamento específico. Essas e demais informações estão disponíveis no link: https://jundiai.sp.gov.br/saude/wp-content/uploads/sites/17/2025/09/eritema-infeccioso-parvovirose-set-2025_docx.pdf

 

Vigilância Epidemiológica monitora casos de Parvovírus em crianças de Escola do Corrupira