Saúde de Jundiaí monitora casos suspeitos de Parvirose no Morada das Vinhas
A Secretaria Municipal de Promoção da Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica (VE), esclarece que as notificações de eritema infeccioso (parvovirose B19) registradas na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Aparecida Bernardi do Amaral, no bairro Morada das Vinhas, trata-se de casos suspeitos da doença. Pais de alunos estão compartilhando informações em grupos de WhatsApp sobre quatro crianças com irritações na pele que foram encaminhadas para a Unidade Básica de Saúde (UBS).
Este ano, segundo a Prefeitura de Jundiaí foram registrados surtos em outras quatro unidades escolares, sendo adotadas as medidas preconizadas em todas.
“Observa-se que surto é quando há mais de um caso na mesma instituição escolar. Em parceria com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a VE tem adotado medidas de segurança, entre elas atendimento clínico às crianças com sintomas e orientações à equipe escolar e às famílias”, diz nota da Prefeitura.
A unidade segue monitorando o cenário epidemiológico, permanecendo em contato constante com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) do Estado de São Paulo para acompanhamento da situação.
O que é Parvirose?
O eritema infeccioso (parvovirose B19), também conhecido como quinta doença (as quatro primeiras são: sarampo, rubéola, catapora e roséola), é uma infecção viral causada pelo parvovírus B19, que afeta principalmente crianças, mas pode ocorrer em adultos.
O período de incubação, desde a aquisição do parvovírus B19 até o início dos sintomas iniciais, é de 4 a 14 dias, podendo chegar até a 21 dias.
Inicialmente, a doença apresenta sintomas semelhantes aos de uma gripe: febre baixa, dor de cabeça, mal-estar, coriza e dor de garganta.
Após alguns dias, surge uma erupção cutânea característica com aspecto de “bochechas esbofeteadas” (vermelhidão nas bochechas).
Pode ocorrer erupção em forma de rendas ou manchas vermelhas nos braços, tronco e pernas.
O diagnóstico é feito por meio de exame clínico, baseado nos sinais e sintomas típicos.
Tratamento
Testes sorológicos não são necessários em crianças saudáveis.
O tratamento geralmente é autolimitado e não necessita de tratamento específico.
Entre as medidas de prevenção estão:
– Estimular a higienização das mãos com água e sabão ao longo do dia, principalmente se sujidade visível (produtos alcoólicos também poderão ser utilizados);
– Utilizar máscaras cirúrgicas em caso de coriza ou tosse, além de cobrir boca e nariz com um lenço de papel ao tossir ou espirrar (fazendo o descarte do material imediatamente após o uso);
– Evitar roer unhas e chupar dedo;
– Higienizar itens de uso pessoal;
– Limpar e desinfetar o ambiente com solução de álcool etílico a 70%.
Escolas orientadas
A Secretaria Municipal de Promoção da Saúde segue monitorando a ocorrência de novos casos de parvovirose B19, e procedeu com o encaminhamento do informe técnico sobre a doença para as escolas municipais, estaduais e privadas do município.
O informe também está disponibilizado no link: https://jundiai.sp.gov.br/saude/wp-content/uploads/sites/17/2025/09/eritema-infeccioso-parvovirose-set-2025_docx.pdf
Em caso de sintomas, a orientação é que seja procurada a UBS ou Clínica da Família de referência.


