quinta-feira, 4, junho, 2026, 01:41
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Polícia Civil investiga incêndio que destruiu a Galeira Bochino, em Jundiaí

O delegado titular do 1º Distrito Policial de Jundiaí, Carlos Eduardo Barbosa Soares vai comandar o Inquérito Policial (I.P.) para apurar as causas do incêndio que destruiu várias lojas da Galeria Bochino, na madrugada deste domingo (07). A Polícia Técnica Científica já esteve trabalhando toda a manhã no levantamento de dados para os trabalhos da Polícia Judiciária.

A Defesa Civil de Jundiaí interditou, neste domingo (07), a Galeria Bochino, no Centro da cidade, após um incêndio que teve início às 3h08 da madrugada.

O fogo, de acordo com o Corpo de Bombeiros, começou no estabelecimento “Sorvetes Galeria”, localizado no corredor principal da galeria, na Rua Rangel Pestana, 33, com acesso também pela Rua Barão de Jundiaí, 706. A sorveteria existe desde 1972 e o seu sorvete italiano é considerado “patrimônio imaterial de Jundiaí”.

O comandante da Defesa Civil, coronel João Osório Germano Gimenez, explicou ao “Jornal da Região” que a interdição é preventiva, uma vez que o espaço é utilizado diariamente por milhares de pessoas para deslocamento entre a Rua Rangel Pestana e o Calçadão da Rua Barão de Jundiaí.

“Como o fogo foi intenso, o teto de reboco pode desabar ou se desprender, ferindo alguém”, alertou Gimenez.

Investigação e perícia

A Polícia Civil registrou o caso como incêndio no 1º Distrito Policial de Jundiaí.

Peritos foram acionados para comparecer ao local nas primeiras horas da manhã “para não haver prejuízo na perícia”, segundo consta no boletim de ocorrência.

O zelador da galeria permaneceu no prédio aguardando tanto a perícia quanto a equipe da Defesa Civil.

O tenente Sanches, do Corpo de Bombeiros, informou que várias guarnições foram destacadas para o combate ao fogo e por sorte não se espalhou para os prédios vizinhos.

Ele manteve equipes a manhã toda no local para rescaldo e para evitar que o fogo voltasse a se propagar.

Reformas necessárias

Além dos riscos estruturais imediatos, será necessário substituir toda a fiação de energia elétrica para evitar novos incêndios, conforme ocorreu em casos recentes de apartamentos.

O local também precisará de laudos de engenheiros eletricistas e hidráulicos antes da liberação.

Gimenez destacou que “graças a Deus não houve vítimas”.

O horário do incêndio coincidiu com o fechamento das lojas e o Centro vazio de pedestres.

O interior do espaço ainda apresenta forte odor de plástico queimado.

Segundo o comandante, assim que forem entregues os laudos de engenheiros demonstrando que não existem mais riscos à população e aos funcionários, a interdição poderá ser suspensa, mas haverá necessidade de reforma geral.

Galeria histórica

A Galeria Bochino foi inaugurada em 1956 pelo então prefeito Vasco Antônio Venchiarutti e representou, à época, um grande marco para o comércio local, funcionando como um precursor dos shoppingcenters.

Abrigava escritórios, loja de discos de vinil, de roupas e tecidos.

Em 1972, foi aberta a sorveteria que se tornou famosa pelo sorvete italiano de máquina, provocando filas e grande movimento.

Atualmente, das 13 lojas disponíveis na galeria, seis estavam em funcionamento.

Desvio necessário

Enquanto a interdição perdurar, os milhares de pedestres que utilizavam a galeria como passagem deverão fazer o percurso alternativo pelo Calçadão do Largo São José, em direção à Catedral.