quinta-feira, 23, julho, 2026, 23:24
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Homem é preso em flagrante por agredir companheira grávida em Jundiaí

Um homem de 41 anos foi preso em flagrante na madrugada desta terça-feira (27) acusado de agredir a companheira, que está grávida, em uma residência, em Jundiaí.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada via 190 para atender um caso de violência doméstica. No local, os policiais encontraram a vítima, de 24 anos, e o suspeito em visível estado de embriaguez.

De acordo com o relato da vítima, o casal havia saído durante a noite e, ao retornarem para casa, o homem iniciou uma discussão motivada por ciúmes.

A situação escalou para agressões físicas: ele desferiu dois socos no rosto da mulher, causando sangramento na boca, além de puxões de cabelo, empurrões e chutes na região das coxas, mesmo sabendo que ela está grávida.

Além das agressões físicas, o suspeito também proferiu ameaças graves.

Segundo a vítima, ele afirmou que iria “pegar uma faca, esperar ela dormir e cortar seu pescoço”. A mulher relatou ainda que xingamentos como “vagabunda” e “piranha” foram proferidos durante o episódio.

Histórico de violência

A vítima revelou que não foi a primeira vez que sofreu agressões do companheiro, com quem mantém relacionamento há cinco meses.

Em ocasião anterior, ele teria desferido um golpe de faca em seu braço.

A mulher também relatou que, quando alcoolizado, o homem costuma ter alucinações e se torna violento, batendo a cabeça dela contra a parede e apertando seu pescoço.

Segundo a investigação, o suspeito possui extensa ficha criminal, incluindo um registro de medidas protetivas de urgência contra outra companheira em 2021 e condenação em 2007.

Prisão preventiva

Após o atendimento da ocorrência, o homem foi encaminhado ao Hospital São Vicente de Paulo para receber atendimento médico por um ferimento na orelha e, em seguida, conduzido ao plantão Policial de Jundiaí.

O delegado Andre M. de Mello Silveira decretou a prisão em flagrante do suspeito pelos crimes de lesão corporal qualificada pela violência doméstica e ameaça, ambos previstos na Lei Maria da Penha.

A autoridade policial também representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, argumentando a necessidade de garantir a ordem pública, a segurança da vítima e a execução de medidas protetivas de urgência.

Durante o interrogatório, o indiciado optou por exercer o direito de permanecer em silêncio. Foi requisitado exame de corpo de delito para comprovar as lesões sofridas pela vítima.

O caso será encaminhado à Justiça para análise da manutenção da prisão e eventual concessão de medidas protetivas em favor da vítima.