Homem é condenado a 18 anos por homicídio no Jardim São Camilo
A Vara do Júri da Comarca de Jundiaí teve mais uma sessão de julgamento. Dessa vez o réu foi Luis Alberto Contreras Caballero que era acusado do homicídio qualificado contra Luís Carlos da Silva Lima, no bairro do Jardim São Camilo. A vítima morreu em consequência de golpes de bloco de tijolo desferidos na cabeça, após passar alguns dias internado no Hospital São Vicente de Paulo.
O Conselho de Sentença reconheceu três qualificadoras — motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima — e condenou Caballero a 18 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado.
A sentença foi proferida pela juíza de direito Dra. Patrícia Cayres Mariotti Cappi
A pena-base foi fixada em 14 anos de reclusão, acima do mínimo legal, em razão da personalidade descrita como fria e extremamente violenta, dado que o réu arremessou, reiteradas vezes, uma pedra de grande porte sobre a cabeça da vítima.
Com a atenuante da confissão, a pena foi aumentada em 1/3 — chegando aos 18 anos e 8 meses — e descartadas causas de aumento.
A magistrada negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade, destacando que a pena superior a 18 anos, a brutalidade do crime e o fato de o réu ser de nacionalidade venezuelana — podendo deixar o país a qualquer momento — justificam a manutenção da prisão cautelar.
Foi fixada ainda indenização mínima de R$ 100 mil em favor dos herdeiros da vítima.
Motivo foi um motor de máquina
De acordo com o depoimento de uma das testemunhas. a família veio da Venezuela para o Brasil, se instalando primeiro em Goiás e depois no Jardim São Camilo, em Jundiaí.
Caballero tinha emprego fixo e ajudava a família. Porém, em um dia de tempestade, a casa ficou alagada e não pôde ir ao trabalho, sendo demitido pelo patrão.
Ao ficar desempregado, perdeu também a casa de aluguel que tinha e passou a depender de outras pessoas da família.
Um dia disse para a testemunha que a vítima do homicídio havia pegado o motor de uma máquina que pretendia vender.
Posteriormente, ela ficou sabendo que o homem morreu. Mas não sabia se o irmão havia praticado o crime.
Após investigações da Polícia Civil chegou-se ao autor do crime, que foi preso.
O Ministério Público de Jundiaí denunciou o venezuelano pelo crime de homicídio qualificado, pedindo aos jurados a condenação do acusado.
O crime ocorreu em janeiro de 2025.


