terça-feira, 2, junho, 2026, 19:17
JUNDIAÍ

Brigas e agressões em escola preocupam pais de alunos de Jundiaí

Pais de alunos da EE Maria De Almeida Schledorn, localizada em Jundiaí, reclamam sobre as frequentes brigas na unidade. Eles apontam que a unidade trata a questão sem resolver o problema, que segue atingindo vários alunos.

“Estamos reunindo os pais para que assim, possamos ter um parecer da Escola, Instituições de Ensino e Conselho Tutelar das atitudes que foram tomadas sobe o ocorrido. Foi formado um grupo de pais onde estamos com 84 pais envolvidos nesse movimento. Sou pai de dois alunos. Repudiamos ações recorrentes que vêm acontecendo no ambiente escolar, envolvendo falta de respeito, episódios de agressão física, além de casos de racismo e homofobia entre os alunos (um dos meus filhos já sofreu isso). A escola, até o momento, tem tratado esses casos apenas com conversas pontuais, e que sempre me atendeu em conversas também. Reforço a importância de um posicionamento claro e de providências efetivas para garantir a segurança e o bem-estar dos alunos”, diz um dos pais.

“Recentemente, meu filho foi agredido por uma aluna dentro da escola. (Não é o da imagem ). Ao procurar orientação, ele foi informado que não haveria uma ação mais efetiva por parte da instituição devido à alegação de que a aluna agressora seria portadora do espectro autista. No entanto, não foi apresentado qualquer laudo que comprove essa condição, e, mesmo que houvesse, isso não justifica atitudes agressivas sem qualquer tipo de intervenção adequada. É importante destacar que inclusão não significa ausência de limites. Todos os alunos devem ser respeitados, e a escola deve garantir a segurança de todos, adotando medidas pedagógicas e disciplinares adequadas para cada situação. A ausência de medidas mais firmes acaba incentivando a continuidade desse comportamento. Meu filho chegou chorando e chateado com as seguintes palavras: ‘Pai você me ensinou a nunca erguer a mão para uma mulher , mas eu levei dois tapas na cara sem nenhuma palavra trocada com essa garota, falei a professora e não tive ajuda’. Ressalto que a responsabilidade pela educação começa em casa, mas a escola também tem papel fundamental na formação, orientação e manutenção da disciplina e do respeito entre os alunos”, aponta outro pai.

Diante disso, os pais programaram uma manifestação em frente a escola e pedem:
* Adoção de medidas efetivas para garantir a segurança dos alunos;
* Apuração adequada dos casos de agressão;
* Posicionamento claro da escola quanto a atitudes de violência, racismo e homofobia; bullying estético;
* Apresentação de critérios e procedimentos para lidar com alunos que possuem necessidades especiais, garantindo inclusão com responsabilidade;
* Maior envolvimento da coordenação e direção na resolução dos conflitos.

Resposta da pasta
Em nota, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Jundiaí informou que “repudia veementemente quaisquer atos de violência, racismo, homofobia e bullying no ambiente escolar. A escola já iniciou ações pedagógicas de prevenção, incluindo palestra sobre bullying, orientação sobre uso de redes sociais e monitoramento do clima escolar. O Programa Conviva SP está acompanhando a unidade e realizará ações de cultura de paz, além de atendimento com profissionais do Programa Psicólogos da Educação.”

A URE informou ainda que tomou conhecimento dos fatos ocorridos no dia 8 de abril na EE Profª Maria de Almeida Schledorn e que todas as situações foram prontamente atendidas pela equipe gestora.

“Foram registradas duas ocorrências distintas envolvendo estudantes do Ensino Médio, em ambos os casos, os estudantes foram acolhidos, os responsáveis acionados no mesmo dia e não houve ferimentos graves. As ocorrências foram inseridas na plataforma Conviva, com acionamento da Ronda Escolar, registro de boletim de ocorrência e comunicação ao Conselho Tutelar. A direção da unidade e a URE Jundiaí seguem à disposição da comunidade escolar e dos órgãos competentes para esclarecimentos e reafirmam o compromisso com a segurança, o respeito e a garantia do direito à aprendizagem em ambiente acolhedor”, apontou a nota enviada pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.