Passageiros da Rápido Luxo, em pé, são obrigados a descer dos ônibus
Os passageiros de ônibus da empresa Rápido Luxo Campinas reclamaram da super lotação dos coletivos nessa pandemia. Por meio da Câmara Municipal de Cabreúva, que cobrou uma posição da Agência Reguladora de Transportes (Artesp), fiscais trabalharam entre os dias 12 e 14 deste mês, fiscalizando os coletivos que passavam pela Rodovia Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. Os passageiros que estavam em pé foram obrigados a descer e esperar outro ônibus, para ir ao trabalho ou voltar para casa.
O “Jornal da Região” recebeu várias reclamações dos passageiros, informando que antes eles tinham de ir em ônibus lotado.
Agora, se atinge certo limite são obrigados a ficar para trás e perdem horário de trabalho.
Um deles disse que o patrão não aceitou justificativa por ter chegado atrasado no serviço e disse que vai descontar a hora.
A empresa Rápido Luxo informa que tem seguido os horários pré-estabelecidos.
Em nota enviada ao “Jornal da Região”, a Artesp confirma a fiscalização e diz que existe uma nova norma estipulando o máximo de 10 passageiros em pé para cada ônibus convencional e 20 para os articulados. A partir daí os demais passageiros devem esperar o próximo coletivo.
Em Jundiaí já houve tentativa de fazer isso, limitando o número de passageiros. Mas houve revolta geral, porque quem fica para trás se irrita muito.
Na última semana passageiros reclamaram com a limitação de madrugada e protestaram.
Veja a nota da Artesp
Durante a pandemia, a Agência elaborou o Comunicado Externo nº 09/2020 que define critérios para atuação das empresas, como, por exemplo, nas linhas de características suburbana que poderão transportar até 10 passageiros em pé nos veículos Urbano Convencional ou Urbano Padron e até 20 passageiros em pé nos veículos Urbano Articulado. Além disso, os fiscais orientam sobre a importância da utilização de máscaras, do uso do álcool em gel e da higienização regular dos veículos.


