Escolas de Jundiaí conquistam alunos com alimentação saudável
Na semana passada, os alunos da Escola Municipal Professora Melania Fortarel Barbosa, do bairro do Poste, colheram dezenas de pés de alface cultivados em uma horta dentro da própria escola. As folhas foram utilizadas no almoço servido aos alunos. “Nós aderimos ao programa Horta Escolar este ano porque entendemos a importância de incentivar o consumo de alimentos saudáveis entre os alunos”, explica a coordenadora pedagógica Tânia Barros.
O Horta Escolar, que integra o programa Escola Inovadora, da Prefeitura de Jundiaí, vem sendo expandido desde o início desta gestão. Em 2017, a atividade era realizada em conjunto por alunos e professores de apenas 15 escolas municipais. Hoje, 78 Emebs e o Centro Municipal de Educação de Jovens e Adultos (CMEJA) já têm a sua própria horta e plantam alface, rúcula, couve, tomates, etc. “As crianças adoram a atividade e, como são elas mesmo que cultivam e colhem as verduras, o consumo se torna natural e prazeroso. Agora vamos preparar o canteiro e fazer um novo plantio”, completa Tânia.
Ao todo, cerca de 21.500 alunos do sistema municipal estão envolvidos com a horta escolar. A diretora do Departamento de Alimentação e Nutrição da Unidade de Gestão de Educação (UGE), Maria Ângela Delgado, explica que as escolas que ainda não aderiram ao projeto não o fizeram, em sua maioria, por falta de espaço físico para construção de canteiros. “Nossa previsão é de que até o segundo semestre deste ano o projeto alcance todas as unidades escolares. Vamos visitar as escolas e oferecer alternativas, como, por exemplo, hortas em floreiras ou suspensas”, adianta.
Além do plantio nas próprias Emebs, os alunos recebem, também, alimentos orgânicos produzidos no Vale Verde, que fica na Etec Benedito Storani. Segundo Maria Ângela, o volume fornecido para as escolas dobrou entre 2017 e 2019. “A entrega agora é feita duas vezes por semana e, além disso, houve acréscimo de quantidade e variedade de itens para as creches”, conta.
No Vale Verde, iniciado em 1997, a área plantada foi expandida de 10 mil m² para 15 mil m² nos últimos dois anos. A meta é chegar a 20 mil m² de área plantada até 2020. A inserção de hortaliças folhosas, berinjelas, beterrabas e cenouras nas refeições não muda somente os hábitos alimentares dos alunos, mas contribui na educação nutricional e alimentar. “A experimentação e o estudo de alimentos na escola influenciam, inclusive, na mudança dos hábitos familiares”, destaca a diretora.


