Em assembleia, funcionários do Metrô decidem adiar greve

Assembleia dos metroviários de São Paulo na noite desta segunda-feira (29), no sindicato da categoria, na região do Tatuapé (zona leste de São Paulo), decidiu adiar a greve para o próximo dia 7 de maio. Uma nova assembleia deve acontecer no dia 6.

A princípio, a ideia da categoria era paralisar nesta terça-feira (30). No entanto, os metroviários decidiram que devem continuar negociando os ajustes com o Metrô de São Paulo.

Entre as razões para possíveis paralisações dos servidores, estão medidas que cortam benefícios do plano de saúde, plano de aposentadoria e falta de negociação sobre a forma de cálculo da participação nos resultados e de equiparação salarial de alguns trabalhadores.

Mais cedo, O TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo) da 2ª Região decidiu que o Metrô de São Paulo deve retirar as notificações contra funcionários que usaram coletes ou adesivos sobre greve da categoria.

De acordo com o desembargador Rafael Gugliese Ribeiro, que presidiu a sessão, disse que “os trabalhadores têm direito de uso dos meios pacíficos para a divulgação do movimento e para a busca de aderentes à paralisação”.

A Justiça determina que o Metrô de São Paulo “se abstenha de punir os trabalhadores” por usar coletes e adesivos e que cancele, em até 24 horas, todas as punições já feitas. Caso não cumpra a ordem, terá que pagar R$ 20 mil por dia, com valor sendo revertido aos funcionários.

O Metrô aplicou 85 advertências escritas a empregados sobre o uso do colete sob alegação de que descatacteriza o uso do uniforme. A empresa afirmou ainda, para Justiça, que não pode se comprometer a rever as punições já aplicadas, apenas deixar de aplicar novas.

Para o desembargador, de acordo com a decisão, “o uso de meios moderados e respeitosos não ultraja a ninguém, nem prejudica a identificação de quem está a trabalho na empresa”.

De acordo com o Sindicato dos Metroviários, o Metrô adora uma “conduta de retaliação aos trabalhadores pelo uso de coletes de informação do movimento”. O sindicato classifica as notificações como “discriminatórias”, por não afetar todos funcionários.