Santa Elisa faz demissões e pede recuperação judicial
Um dos mais tradicionais hospitais de Jundiaí com 50 anos de atividades, o Santa Elisa, na rua Sócrates de Oliveira, no Centro, iniciou um processo de demissão de trabalhadores e requisitou recuperação judicial, para tentar evitar pedido de falência por parte de algum credor.
Desde a semana passada o “Jornal da Região” vem questionando o departamento jurídico do hospital sobre o assunto. Nesta segunda-feira (13), trabalhadores demitidos decidiram ir para a porta do hospital, porque foram informados de que a instituição não tem dinheiro para pagar as indenizações e todos devem aguardar a recuperação judicial.
Um comunicado interno foi distribuído pelo hospital, explicando que o pedido de recuperação tem por objetivo evitar a falência e buscar no período de 180 dias acordos com os fornecedores.
O Hospital Santa Elisa disse no comunicado interno que nesse período vai apresentar aos credores um plano de pagamento das dívidas.
De acordo uma enfermeira que foi demitida, ninguém conversou com a categoria antecipadamente.
Uma outra funcionária disse que foi pega de surpresa.
Um outro trabalhador comentou que além de ser demitido o Rh não deu nenhuma posição de quando vai pagar as indenizações.
Os ex-trabalhadores reclamaram da falta de informações. Eles prometeram ir na tarde desta segunda-feira para as portas do hospital, em busca de esclarecimentos.

De acordo com uma funcionária foram demitidas 60 pessoas.
Diretor do Santa Elisa explica estratégia
“Na verdade, o que temos feito nesse momento é investido de maneira intensa no aprimoramento do Santa Elisa”, explica Augusto Rosa, diretor do hospital. Segundo ele, o processo de recuperação judicial é uma prática até certo ponto comum para as empresas se manterem saudáveis economicamente. “Faz parte da lógica financeira. Posso assegurar que não haverá nenhum problema em nosso fluxo de caixa e que, na verdade, estamos nos preparando para nos tornarmos uma importante referência no tratamento de alta complexidade”, afirmou.
O diretor deu como exemplo a inauguração do serviço de Hemodinâmica, ocorrida na última quinta-feira. “Foi um grande investimento do Santa Elisa, feito com recursos próprios. Somos uma das poucas instituições da região a oferecer a Hemodinâmica e não vamos parar por aí. Temos muito mais novidades para apresentar ao longo de 2019, quando, inclusive completamos 50 anos de existência”, completou.
Paulo Sacramento
O Hospital Paulo Sacramento também surpreendeu os trabalhadores de alguns setores neste mês. A Intermédica/NotreDame cancelou o adicional de insalubridade pago aos funcionários administrativos, principalmente recepcionistas do Pronto Socorro. O hospital entendeu que a categoria não corre riscos de contrair doenças e realizou os cortes.
Os trabalhadores ficaram revoltados, porque houve redução de cerca de R$ 200,00 nos salários. O “Jornal da Região” também procurou a Assessoria de Imprensa, mas não houve resposta até agora para as queixas dos trabalhadores. Uma funcionária relatou que a equipe da recepção pode pegar doenças sim, como as enfermeiras e médicos, pelo contato que têm com os doentes que chegam ao hospital.


