quinta-feira, 4, junho, 2026, 02:43
GERAL

Em 10 anos, país teve quase 70 mil casos de LER

Em um período de 10 anos, de 2007 a 2016, o país registrou 67.599 casos de lesões por esforço repetitivo e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (LER/Dort), segundo estudo divulgado pelo Ministério da Saúde. “São as doenças que mais afetam os trabalhadores brasileiros”, informa o ministério, acrescentando que naquele intervalo o número anual de registros cresceu 184%, passando de 3.212 em 2007 para 9.122 em 2016. “Os dados indicam aumento na exposição de trabalhadores a fatores de risco, que podem ocasionar incapacidade funcional”, afirma ainda o órgão governamental.

De acordo com o estudo, o problema atinge principalmente mulheres (51,7%), trabalhadores entre 40 e 49 anos (33,6%) e pessoas com ensino médio completo (32,7%). A maior parte dos casos foi registrada na região Sudeste, com 58,4% das notificações. Apenas em 2016, os estados com maiores coeficientes de incidência foram Mato Grosso do Sul, São Paulo e Amazonas.

A ocorrência de LER/Dort foi maior entre profissionais que atuam nos setores de indústria, comércio, alimentação, transporte e serviços domésticos/limpeza. Entre as profissões, as mais atingidas foram as de faxineiro, operador de máquinas fixas, alimentador de linha de produção e cozinheiros.

Esses tipos de lesão e distúrbio “são danos recorrentes da utilização excessiva do sistema que movimenta o esqueleto humano e da falta de tempo para recuperação”, diz o Ministério da Saúde. As características aparecem quase sempre em estágio avançado, geralmente nos membro superiores, e incluem dor, sensação de peso e fadiga. “Algumas das principais, que acometem os trabalhadores, são as lesões no ombro e as inflamações em articulações e nos tecidos que cobrem os tendões.”