quarta-feira, 3, junho, 2026, 19:57
GERAL

As redes sociais torturando nossa Língua Portuguesa

As redes sociais torturando nossa Língua Portuguesa…impulsionando à navegação clandestina num mar desconhecido de novas e perigosas ondas gramaticais.

Não bastasse o corretor sugerir as palavras, na preguiça de rever, ou na ânsia de “navegar”… deixa-se como está, e vire-se na interpretação, quem sem se propõe a ler… 🤔

Gerúndio não tem mais *ndo… comeram o “d”… e trocaram o *o, por “u”…assim lemos, “sofrenu”, as pessoas “escrevenu”… “curtinu”…😑

Os verbos no tempo presente também tiveram os *r subtraídos … mas é melhor “deixa” isso p lá … há outras observações a “faze” 😡 …

Erros de conjunções verbais juntam-se aos vícios neurolinguísticos, trazendo a impressão de situações atemporais…(outro dia li “roubarão meu karro” 🤔😕😑😣)…

A conjunção adversativa *mas, perdeu suas funções, em detrimento do advérbio de intensidade *mais, sobrecarregando-o de duplo sentido … dando-lhe “mas” interpretações…🤐🤐🤐 economizando-se assim o adjetivo, bem cabível “más” (prá que acento…?)

“Mais” não acaba por aí …

*mau já não está para bom e *mal para bem … virou um tanto faz sem sentido … quem ficou “bem” nessa, foi o regenerado lobo bom … 🙂😏

Talvez para não se perder na confusão, ou para dar mais ênfase à afirmação, a expressão *com certeza, firmou-se “concerteza” na mais absoluta falta de créditos.

Triste fim da união *QU… perdeu espaço, literalmente, para o independente e quase intruso na nossa Língua mãe, o “k”…

“Kero k vc konsiga” ler as “konsekências”, sem sentir falta do *QU…😏…

A suruba literária vem por conta do parentesco sonoro de *c, *ç, *s, *ss, *x, e até o *z infiltrou-se na história, causando uma “missigenasão” … uma “confuzão”… quase uma “prostituissão” gramatical, (se levarmos em conta a “espreção” *tempo é dinheiro*… afinal, a “pretenssão” hj é ganhar tempo…e assim ñ se o perde, lendo…📚😐)

É por isso que *por isso, virou “porisso”… ou “poriço”…😣😣😣…economiza-se tempo, ganha-se $$…🤔🤔😥 … perde- se o bom senso🙃

Sem contar os termos americanizados, usados, mtas vezes sem que se saiba suas traduções…anda-se de “bike”… come-se “cake”… faz-se um “tour”, uma “make”… e *a gente, isso mesmo,( *nós não somos agentes) … entra nessa, mesmo sem “voucher”…😝😝😝

É quase um dialeto, mas sem nenhuma cultura, sem a necessidade mínima de conhecimento…sem o menor respeito com nossas origens literogramaticais.

*É dando que se recebe, está para *é lendo que se escreve … 🤔 … não fez sentido, não é?! … pois é … assim como a absoluta falta de sentido da palavra “amor”… nos textos internâuticos passionais…tds amam a tds e a tudo. Banalizou-se de tal forma a palavra “amor”, que “te amo”, virou “oi”… o amado é o *mor e quando o amor é grande, vira *mozão😍😣

Aliás, “oi” hj é “iaí” (sem acento).

Tudo bem que os tempos mudaram, mas nunca perdeu-se tanto com essas mudanças…

As abreviações sempre foram e serão bem vindas, desde *q *ñ se percam de suas origens…”vç” “k” sabe…😑😐

Os ditados também se perderam porque se *para bom entendedor meia palavra bastava*, hj basta uma letra, tenha ela ligação com o termo ou não … “tendeu” o “k” eu disse?😯

Poluição visual, é isso que lemos…e isso causa desconforto aos olhos de quem ainda acredita no poder de sedução de um vocabulário decente.

PS…o texto é reticente mesmo…porque as torturas gramaticais, parecem não ter fim.📚

Ele, o texto, é caricato mesmo porque os sinais hão de substituir a péssima escrita internáutica🙏🙏🙏.

Sou adepta também das modernidades que o avanço tecnológico nos traz, mas vale lembrar que os testes de Língua Portuguesa, que dão acesso àquele tão sonhado curso ou emprego, seguem os padrões reais…e não virtuais…😏

Ao copiar, queira gentilmente dar créditos à autora, a eternamente chata das correções gramaticais🤗👇👇
(Rosita Veras)