Crianças passam por testes visuais nas EMEBs

A Unidade de Gestão de Educação, a partir de parceria com a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde, Faculdade de Medicina de Jundiaí e Instituto Luiz Braille, deu início à realização de testes de acuidade visual em 15 mil estudantes da rede de Educação Básica da cidade.

A ação tem como objetivo identificar a prevalência de visão subnormal e cegueira de crianças entre 2 e 6 anos, bem como suas causas, os fatores socioeconômicos associados e a proporção de casos reversíveis. Todos os casos que apresentarem alterações serão atendidos e tratados gratuitamente nos equipamentos integrantes da rede de Saúde da Prefeitura de Jundiaí.

O projeto não impacta em custos para a administração municipal, já que os professores foram treinados pela equipe do Instituto Luiz Braille (no período de 21 a 25 de outubro de 2019 no auditório do Complexo Argos) para realizar a aplicação da escala optmétrica de Snellen e Tabela Lea, sendo toda a avaliação especializada realizada pelos profissionais da instituição.

O encaminhamento para a consulta será direto, portanto, qualquer deficiência visual identificada nos questionários preenchidos pelos professores será avaliada por especialista, sem fila de espera. “O cuidado com a saúde das crianças também é parte do Programa Escola Inovadora. O aluno que tem dificuldade na visão tem os desenvolvimentos psicossocial e de aprendizagem comprometidos”, argumenta a gestora de Educação, Vasti Ferrari Marques.

A prevenção da deficiência visual infantil é uma das cinco prioridades da Iniciativa Global da Organização Mundial de Saúde (OMS)/Agência Internacional de Prevenção da Cegueira “Programa visão 2020”. Para a OMS, 80% dos casos de deficiências visuais podem ser evitados. “A identificação – até os 6 anos de idade – de deficiências e problemas visuais reduz a incidência de agravos e comprometimentos na vida adulta”, explica o médico do Instituto Luiz Braille, Everton Lima Gondim.

Mariana Delboni Procópio, 6 anos, aluna da EMEB Ivo de Bona, passou pelo teste de acuidade. “Eu achei o teste muito bom e serviu para eu saber que não consigo enxergar as letras pequenas”, contou a menina logo após passar pela leitura da escala optmétrica.

Francisco Madyson Ávila de Assis, 7 anos, nunca havia feito teste visual antes. “Eu não acertei todas as letras no teste. Na aula, às vezes eu acerto, e em outras eu erro”, contou o garoto. Já Arthur Augusto Barros Correa, 6 anos, percebeu diferença na visão. “Com um olho fechado e outro aberto, as letras ficam pequenas”, explicou.