Quatro PMs do 49º Batalhão foram presos em Operação

A Operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio do 2º Batalhão de Choque, que mobilizou cerca de 300 policiais e dezenas de viaturas, prendeu quatro soldados do 49º Batalhão da PM de Jundiaí.

Policiais ouvidos pelo Jornal da Região elogiaram a operação, porque “separa os criminosos vestidos de fardas”.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado foram presas 11 pessoas em Jundiaí e Várzea Paulista, ligadas ao tráfico de drogas e associação ao tráfico e, à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Dentre os presos estão três integrantes da Força Tática e um policial que tinha guardadas três armas irregulares.

Foram expedidos pela Justiça 14 mandados de busca e apreensão, apreendidos 25 quilos de drogas diversas como cocaína, crack e maconha.

Surpresa

No início da manhã os policiais do Choque chegaram na 1ª Companhia do 49º Batalhão no bairro do Caxambu e fecharam o quartel.

Quem estava saindo do trabalho e quem estava entrando ficou retido no local até a conclusão das revistas gerais. Havia no local cerca de 40 policiais.

Segundo o Gaeco há dois anos o Ministério Público vinha investigando o envolvimento dos presos nessa operação, para ter elementos para a prisão.

Foi necessária a utilização de policiais de fora da cidade para realizar o trabalho de prisão.

Agora todos serão denunciados à Justiça. A autorização para as prisões e buscas foi emitida pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Maurício Garibe.

Caso Cadu

Paralelamente à essa operação, a Corregedoria da Polícia Militar vem investigando o desaparecimento do jovem Carlos Eduardo dos Santos Nascimento, de 20 anos, que sumiu no dia 27 de dezembro de 2019.

As primeiras informações eram de que soldados da PM tinham levado ele de um bar e depois nunca mais foi visto.

Há denúncias que estão sendo apuradas de que o rapaz teria feito acordo com policiais, para entregar integrantes do tráfico de drogas no Jardim São Camilo e, em represália os líderes da facção teriam ordenado o “sumiço”.

Os trabalhos para provar esse boato continuam tanto na Polícia Militar quanto na Polícia Civil.

Foto: Motoboy Xororó