Famílias do Jardim Nascente recebem matrículas

Mais 105 famílias, moradoras do Jardim Nascente, podem comemorar a realização de um sonho. Na noite desta quarta-feira (19) – depois de um longo trabalho realizado pela Prefeitura de Jundiaí, por meio da Fumas, essas famílias receberam as matrículas de seus imóveis. Ao todo, o projeto de Reurb-S (Reurbanização de Interesse Social) contempla 114 lotes do bairro, mas até o momento, 105 famílias apresentaram a documentação solicitada pelo cartório de registro de imóveis.

A entrega das matrículas – registradas em nome das famílias ocupantes dos lotes agora regularizados – foi feita pelo prefeito Luiz Fernando Machado, pela superintendente da Fumas, Solange Marques, e pelo vereador Marcelo Gastaldo, em cerimônia realizada na Emeb Profª Patrícia Pires, no Parque Centenário.

“Foram muitas as etapas cumpridas até a entrega das matrículas. O êxito do processo de regularização fundiária se deve ao trabalho conjunto entre a FUMAS, a Prefeitura de Jundiaí e os moradores”, destacou o prefeito. “O título de propriedade significa segurança jurídica para as famílias do Jardim Nascente, após tanto tempo de instabilidade, e valorização dos imóveis”, ressaltou Luiz Fernando.

Os trabalhos de reurbanização tiveram início no ano de 2007, a partir da assinatura do convênio com o Ministério das Cidades para o repasse de recursos, através da Caixa Econômica Federal, destinados à urbanização e regularização fundiária. Além dos repasses, com recursos advindo do orçamento municipal, foram construídas 37 unidades habitacionais destinadas às famílias identificadas nas áreas de risco ou da APP.

A superintendente da FUMAS, Solange Marques, lembrou que a regularização do Jardim Nascente foi a primeira na qual a totalidade dos moradores foi mantida no bairro. “A maioria das famílias foi preservada na casa por elas construídas. Isso faz com que não tenhamos, por exemplo, problemas de comercialização ilegal das casas porque há uma história do morador com aquele núcleo, há uma história para cada tijolinho que ele colocou na construção da casa de sua família”, salientou.

 

Sonho concretizado

A aposentada Rosalina Araújo, de 73 anos, comprova a afirmação da superintendente, lembrando que não precisou ser realocada em outro espaço, mantendo-se no mesmo lugar que chegou, quando construiu sua casa, há 17 anos. “Nem acredito que chegou o dia de receber esse documento. Achei que morreria antes de ver este sonho ser realizado”, contou ela, que é viúva e moradora da Rua Luiz Henrique Stackfletch.

Outra moradora que também comemorava era Maria do Carmo Miranda Pereira, de 61 anos. Aposentada e moradora há 25 anos da antiga Rua 2 (que vai receber o nome de Rua Margarida), Maria era “só sorrisos” na noite de ontem. “Sonhei muito, acreditei muito, até mesmo quando algumas pessoas falavam que seria impossível. Hoje estou aqui, assistindo um sonho se tornar realidade, tudo porque nunca desisti dele.”