Motociclista deixa o primo e atropelado na pista

O delegado do 6º Distrito Policial de Jundiaí, Florisval Silva Santos, indiciou um motociclista da cidade de Vinhedo por duplo homicídio culposo.

Na noite do último domingo (05), no Km 57 da Via Anhanguera, na Vila Ana, em Jundiaí, um morador de Vinhedo atropelou com a sua moto um pedreiro que atravessava a estrada.

O primo desse motociclista, que estava na garupa da moto, caiu e morreu no local.

Curiosamente o motociclista foi embora para casa e deixou o primo estirado no acostamento.

Só na segunda-feira (06) o morador de Vinhedo contou para familiares o que tinha ocorrido e que deixou o primo na estrada, sem saber as condições de saúde dele.

Investigação

O investigador Lira, do 6º Distrito Policial, disse que estava apurando os fatos do então duplo atropelamento, quando o motociclista chegou na delegacia da Vila Rami para confessar o que tinha ocorrido.

Esse morador de Vinhedo relatou que foi com o primo, Erisvaldo Gama Silva, de 29 anos, até um posto de combustíveis de Jundiaí para se encontrarem com outro primo, que trabalha no local.

O investigador Lira conseguiu as gravações do posto de combustíveis, confirmando a versão.

Depois do encontro no posto, os dois foram embora para Vinhedo, até que ocorreu o acidente no Km 57 da Via Anhanguera, bem próximo do viaduto da Rodoviária, na Vila Ana.

O pedreiro Erik Renzo, de 43 anos, teria atravessado a via correndo, em direção de sua casa, no Jardim Itatiaia (próximo do Morro da Baleia).

Na versão do motociclista ao delegado Florisval, ele não viu a vítima, porque estava escuro no local. Após o choque, ele disse que o garupa Erisvaldo caiu no solo.

O motociclista se levantou, pegou a moto e foi embora para Vinhedo, deixando o primo na estrada, sem verificar como ele estava.

A Polícia Civil acreditava que as duas vítimas encontradas falecidas tinham sido atropeladas por algum veículo que fugiu do local.

O morador de Vinhedo relatou no Distrito Policial da Vila Rami que não se lembra de nada depois do acidente. Ocorreu um “apagão”.

Corpos no IML

Os corpos de Erik e Erisvaldo foram recolhidos pelo carro de cadáver do Serviço Funerário da Prefeitura de Jundiaí, depois da liberação feita pela Polícia Científica.

Os familiares de Erik providenciaram o sepultamento dele na segunda-feira.

Já o corpo de Erisvaldo estava como desconhecido até o meio da tarde, quando os peritos do Instituto Médico Legal (IML) realizaram exames comparativos das impressões digitais do banco de dados da Prodesp. junto ao Instituto de Identificação.

Nesta terça-feira os policiais civis concluíram as investigações.

Agora o delegado Florisval Silva Santos encaminhará a denúncia ao Fórum de Jundiaí, para decisão da Justiça sobre o futuro do motociclista.

O motociclista de Vinhedo garantiu para os policiais que não bebeu uma gota de álcool. As gravações confirmaram que os primos só conversaram no posto de combustíveis.