Varizes indicam alguma doença
C0 – não se vê nenhum sinal e não há sintomas
C1 – são vistas telangiectasias (nome técnico dos vasinhos) e veias de calibres menores que 3 mm
C2 – são vistas varizes propriamente ditas: veias dilatadas, tortuosas que fazem saliência na pele (na maioria dos casos há vasinhos também) e aparecem as queixas (dor no fim do dia, sensação de peso ou cansaço nas pernas e câimbras)
C3 – além das varizes e vasinhos surge o inchaço, geralmente no fim do dia; nesta fase geralmente os sintomas são piores
C4 – além das varizes, vasinhos, inchaço surgem manchas de pele, de início avermelhadas e que se tornam de cor castanha; estas manchas tornam-se cada vez mais escuras estendendo-se dos pés até acima dos tornozelos (C4a); a medida que o tempo passa a pele desta região perde a elasticidade, fica endurecida, inflamada (C4b); os sintomas pioram muito e aparece a sensação de coceira. Nesta fase, após qualquer trauma de pele, como coçar por exemplo, pode surgir uma ferida de difícil cicatrização
C5 – neste estágio o doente já teve uma ferida e cicatrizou com tratamento, deixando cicatriz em meio a uma mancha marrom escuro.
C6 – quando a ferida está aberta e demora a cicatrizar.
Lembrar que 80% das feridas crônicas de perna são provocadas pelas varizes.
O tempo de evolução entre o aparecimento das varizes e o aparecimento da ferida é longo, entre 15 a 20 anos. Estes estágios demonstram a evolução da Doença Venosa Crônica.
Outro ponto importante é saber a causa desta doença. Na maior parte das vezes é desconhecida e há um fator hereditário. Mas a doença pode ser causada por uma trombose venosa que tenha ocorrido anteriormente, sem que o doente a tivesse percebido. São relativamente frequentes tromboses venosas após parto ou durante gravidez, após internações para cirurgias ou tratamentos clínicos.
Hoje em dia é reconhecido que determinadas pessoas apresentam risco maior de trombose venosa, isto é, de formar coágulos dentro das veias das pernas, a chamada trombofilia.
Todos estes fatores, desde a classificação do doente até a avaliação de risco de tratamento, são feitos durante consulta médica especializada. O médico treinado é o Cirurgião Vascular ou o Angiologista.
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