ACE repudia posição de Jundiaí na fase vermelha do Plano SP

Jundiaí, que pertence à Região de Campinas nos Departamentos Regionais de Saúde (DRS), permanece na fase vermelha do Plano SP segundo o anúncio do governador João Dória, nesta sexta-feira (17). Com a determinação, apenas o comércio essencial continua funcionando na cidade.

O governador não aceitou a proposta da Prefeitura do Município, também defendida pela Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, de divisão do Plano SP em novas microrregiões, o que deixaria a cidade fora da região de Campinas. A proposta foi apresentada para que a análise de flexibilização do avanço da Covid-19 seja mais justa.

O presidente da ACE Jundiaí, Mark William Ormenese Monteiro, voltou a defender a retomada do comércio. “Como representante dos empresários da cidade recebi esta notícia com muita tristeza. Nossa cidade está há muitos dias parada”, disse. “Somos independentes e pela estrutura hospitalar disponível já poderíamos ter avançado para a fase amarela. Mas por insistência do Governo do Estado, continuamos fazendo parte da região de Campinas.”

Mark observou que não há lógica o comércio de Jundiai continuar fechado e o de São Paulo, distante 47 quilômetros, estar funcionando. “As pessoas saem da cidade para consumir onde há loja aberta. Isso prejudica ainda mais os nossos comerciantes.”

Segundo ele, a ACE apoia o pedido da Prefeitura, de subdivisão, e continuará trabalhando para a mudança de fase o mais rápido possível. “Não é possível que o Governo não olhe para a nossa cidade. Muitas empresas irão falir e ficarão sem o seu sustento. Por isso repudiamos esta medida do Estado. Precisamos que o comércio volte!”

A divisão em microrregiões também é defendida pela Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), da qual a ACE faz parte. Pelo plano apresentado ao Governador, o Estado foi dividido em 55 novas sub-regiões e na sub-região de Jundiaí, fazem parte ainda as cidades de Campo Limpo Paulista, Itupeva, Louveira e Várzea Paulista. A Facesp ainda não recebeu retorno do Estado sobre a proposta apresentada.