TST marca audiência de conciliação para tentar por fim à greve dos Correios

A greve dos funcionários dos Correios está atrasando encomendas em todas as cidades da região de Jundiaí. A situação prejudicou ainda mais a já precária estrutura de distribuição de encomendas da empresa. O Centro de Distribuição de Indaiatuba, responsável por boa parte das encomendas que chegam até Jundiaí e cidades vizinhas, segue fechado, o que provocou atraso em praticamente todos os processos.

Para tentar resolver esse problema uma audiência de conciliação foi marcada para sexta após o despacho da Ministra do TST Kátia Arruda, relatora do Dissídio Coletivo deste ano. A reunião foi agendada para a próxima sexta-feira, dia 11 de setembro, às 15h.

Mais de 1 milhão de encomendas estão paradas e sem qualquer previsão de entrega. Com prazos já estourados, encomendas enviadas pelo sistema PAC, o mais barato, não tem mais data para serem entregues. E mesmo consultando o site de rastreamento, os usuários não conseguem verificar informações atualizadas nem saber onde exatamente seus produtos estão, mesmo que seja para retirada nas agências de distribuição.

As encomendas enviadas pelo Sedex, o serviço expresso dos Correios, estão com atrasos de cerca de duas semanas, e seguem represadas no centro de distribuição de Campinas. O pouco que está sendo liberado de Indaiatuba, não chega à casa dos clientes.

Algumas encomendas conseguem ser retiradas nas centrais de distribuição, e muitos leitores relatam filas e demora. Em Várzea, a agência fechou por conta de casos de Covid-19 entre funcionários. Veja mais abaixo.

Apesar desses problemas, muitas empresas continuam enviando suas mercadorias por meio dos Correios, mesmo com várias transportadoras disponíveis no mercado.

Conciliação
Segundo o sindicato da categoria, a audiência é importante porque a Ministra abrirá uma possibilidade de negociação entre a direção da ECT e a categoria. Se não houver propostas, negociação e uma conciliação que leve a um acordo, o pleno do TST julgará e definirá o Acordo Coletivo 2020-2021 por sentença normativa.

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