Estado proíbe hospitais de reduzirem leitos da Covid

Por causa do aumento de casos e mortes por covid-19 nos últimos dias, o governo de São Paulo determinou em decreto que os hospitais não poderão desmobilizar seus leitos voltados para o atendimento de pacientes com coronavírus.

“O governo será transparente em qualquer tomada de decisão sobre a pandemia. São 145 coletivas de imprensa com os principais membros e representantes do centro de contingência. Não há decisão política ou econômica, há decisão da saúde”, afirmou o governador João Doria.

Ele explicou que após os primeiros sinais de agravamento da doença no Estado, o governo optou por cancelar a reclassificação do Plano São Paulo e adiar para 30 de novembro a próxima data. “Também diminuímos para 14 dias o período de reclassificação. O governo reitera nosso compromisso em proteger a vida das pessoas e ser exemplo de obediência à ciência e à saúde”, disse.

“Estamos perdendo vidas todos os dias no Brasil ou será que vamos banalizar isso? É muito triste. Não é o momento para fazer festa ou aglomerações. Não é hora de retirar a máscara”, continuou o governador.

Além de pedir a todos os hospitais do Estado para não desmobilizar seus leitos de covid-19, a Secretaria de Saúde também propôs outra medida. “Colocamos no decreto para não haver realização de novos agendamentos de cirurgias eletivas. Queremos garantir leitos para pacientes que possam necessitar”, explicou Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado.

Ele lembrou que São Paulo tem 1.191.290 casos registrado por coronavírus, com 41.074 óbitos. Nas últimas 24 horas foram registrados 6.794 novos casos e 147 óbitos. A ocupação de leitos no Estado é de 43,5%, sendo que na Grande São Paulo está um pouco acima, com 49,7%.

“A gente percebeu que nos últimos dias houve um recrudescimento. Pequeno, mas houve. Não temos risco de falta de leitos no momento. Houve aumento de quase 20%, mas ainda estamos abaixo de ocupação de 50%. De qualquer forma, a partir de agora ninguém está autorizado a mudar leito de covid para de outra especialidade”, completou João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência de Covid-19.

Por Paulo Favero / Estadão Conteúdo