Pesquisa da ACE aponta otimismo em relação ao Natal

Pesquisa realizada pela Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí aponta otimismo do comércio em relação ao Natal.

Durante a pesquisa, realizada na primeira semana de dezembro com 256 lojistas, 33,82% estão otimistas com relação ao Natal; 48,90% tem expectativa moderada e somente 17,28% estão pessimistas.

Com relação às vendas, 65,44% dos entrevistados disseram que tiveram aumento agora em relação ao início da pandemia e para 34,56% dos entrevistados as vendas diminuíram. Dos que alegaram diminuição, somente 6,38% possuem loja eletrônica. “Neste momento de restrição e incertezas, investir em vendas online é uma estratégia mandatória”, afirma o presidente da ACE, Mark William Ormenese Monteiro.

Os tipos de comércio mais atingidos dos que declararam redução em suas vendas foram: joias e semijoias, calçados, colchões, perfumaria, óticas (óculos de sol e armações), bomboniere, bolsas carteiras e acessórios, papelarias, itens para cama, persianas, coroas e flores.

Na pesquisa da ACE os lojistas informaram que os clientes ainda estão pesquisando e o número de indecisos é alto, em torno de 40% dos consumidores. “Nossa expectativa é a de que a situação mude nesta semana, com a proximidade do Natal”, diz Mark.

Consumidores
Além de entrevistar lojistas, a Associação Comercial também entrevistou 1.056 consumidores em diferentes pontos de Jundiaí, no Centro e nos bairros, e 792 pessoas demonstraram intenção de comprar presentes no Natal, enquanto outras 264 não pretendem comprar presentes.

Das pessoas que demonstraram intenção de compra: 26,33% citaram que pretendem comprar sapatos e 20,93% brinquedos. Também aparecem como opções de presente: eletrodomésticos (6,97%), acessórios (6,63%), eletrônicos (6,25%), cosméticos (5,49%) e cama, mesa e banho (2,84%). Os 24,56% restantes possuem intenção em coisas diversas sem uma amostragem superior a 1,5% em cada categoria.

Dos entrevistados que demonstraram interesse em comprar presentes, 58,1% são trabalhadores formais registrados em carteira, 19,5% estão desempregados, 6,7% são aposentados, 3,9% responderam que são empresários e 11,8% são trabalhadores informais.

Do conjunto de pessoas que possuem intenção de compra, 81,3% pretendem comprar em lojas físicas em Jundiaí e 18,7% não pretendem. A pesquisa demonstrou também que o comércio local tem pouca presença digital no geral, ou seja, e-commerce. Há uma demanda reprimida do consumidor, com quase 68,9% dos que demonstraram intenção de compra, que gostariam de adquirir seus produtos em lojas virtuais de comerciantes da cidade (loja fundadora sendo de Jundiaí). “Mais um alerta em relação ao digital: este é um caminho sem volta, o comerciante precisa investir cada vez mais na venda online.”

Com relação ao poder de compra, os que optaram por comprar presentes: 10,3% pretendem gastar até R$ 100; a maioria, 53,2%, pretende gastar entre R$101 até R$500; para os de poder de comprar maior, 23,5% pretendem gastar entre R$ 501 até R$1.000 e por fim, há os que intencionam gastar acima de R$1.001 e representam 3,86%.

Com relação à preferência do meio de pagamento, da amostra com intenção de compra, 75,8% pretendem pagar em dinheiro e quitar o presente; 13,4% pretendem utilizar o cartão de crédito; 10,2% preferem usar o cartão de débito e quitar o presente, por fim, somente 0,6% da amostra preferem fazer pagamento em carnê. Portanto, 14% preferem pagar a prazo. Para estes a quantidade média de parcelas é no máximo 3 vezes.