Pais podem ajudar a identificar sinais de ansiedade infantil

Engana-se quem pensa que uma criança com ansiedade é aquela que rói as unhas e é inquieta. Segundo a psicóloga Angélica Arruda Moreira, que atua há seis anos em Jundiaí, alguns sinais merecem atenção. Já ouviu aquela frase “meu desenho sempre está feio” ? Ela pode ser uma evidência de que a criança está com baixa autoestima. Irritabilidade ou oscilações de humor, falta de apetite, retraimento e até dores de cabeça também podem indicar uma criança ansiosa.

“Sobre o sintoma de retraimento social ou timidez acaba “passando batido” para alguns pais e educadores, porque essa criança tímida e silenciosa traz menos preocupação que um hiperativo, por exemplo, porém sua angustia silenciosa, seu medo excessivo de errar, de se expor, de ser julgado, extravasa em seu físico, trazendo sintomas como dores no peito, taquicardia e dores de cabeça”, sinaliza a especialista.

PANDEMIA

A grande exposição as telas, a falta de rotina e lidar com todas as mudanças relacionadas a quarentena também prejudicam a saúde mental dos pequenos. O acúmulo de energia gera sentimentos conflituosos com os quais as crianças não sabem lidar.

Para a psicóloga Angélica, a melhor forma de lidar com isso é conversando, entendendo e demostrando confiança com os filhos. “O objetivo aqui não é ajudar a criança a se livrar da ansiedade e sim ajuda-la a viver melhor e vencer as situações mais conflituosas”, pontua.

CUIDADOS

Entre as dicas para amenizar esse transtorno, a rotina torna-se essencial. Além dos cuidados com alimentação, atividades físicas e ajuda especializada, na terapia.

“Na terapia, por meio de recursos lúdicos a criança poderá expor seus medos e inseguranças, e obter um novo repertório para aprender a lidar com essas situações. A criança aprenderá a nomear e entender melhor seus sentimentos e poderá obter mais coragem para enfrentar aqueles que antes eram como “monstros “ dentro de sua cabeça”, afirma a psicóloga. “Outro benefício da terapia, sem dúvidas, é a orientação aos pais, que por vezes já não sabem como lidar com os sintomas ansiosos e com a forma que seus filhos reagem a eles. Geralmente fazemos sessões com as crianças e com os pais sessões de orientação, auxilio e acompanhamento do caso apresentado”.

Para a profissional, os pais e responsáveis precisam se manter calmos e é fundamental que cuidem de sua saúde também. Cuidar e equilibrar a própria ansiedade pode ajudar o seu filho também.

No consultório há uma grande procura de adultos com ansiedade. Pensando nisso, a Angélica Arruda montou um curso sobre o assunto, onde ela ensina técnicas para pessoas que sofrem desse transtorno.

Para mais informações basta acessar Psicóloga Angélica Moreira (contato.site) ou o instagram @psiangelicamoreira .