IPREJUN quer servidores debatendo futuro das aposentadorias

O Instituto de Previdência de Jundiaí (Iprejun), que banca os pagamentos dos benefícios dos aposentados da Prefeitura e da Câmara Municipal promoveu na última segunda-feira (21) a apresentação das contas do último ano em live transmitida pela internet.

Durante a exposição, o presidente João Carlos Figueiredo, disse que em breve haverá uma sede própria que vai melhorar o atendimento dos aposentados e servidores. No momento, ele defende maior debate entre os funcionários públicos sobre o futuro do Instituto, que vai precisar de mais recursos financeiros com o aumento do número de pessoas se aposentando e redução nas contratações.

A gestora de Finanças do Iprejun, Cláudia George Musseli Cézar, apresentou a situação econômica e o déficit previdenciário.

Segundo ela, no último ano foi necessário mexer nos investimentos para pagar a folha de pagamento, porque foi um ano atípico com a pandemia do Coronavírus.

A Prefeitura, que faz pagamentos patronais, fez novo parcelamento de dívida com o Instituto, devido à queda na arrecadação de impostos.

Cláudia explicou que os pagamentos ocorrem em dia e são cobrados também da Prefeitura os juros e correções sobre as prestações parceladas.

Mas o maior problema é no futuro, porque não estão ocorrendo concursos e quem está na ativa contribuí para os recursos do Iprejun nos pagamentos dos aposentados, junto com o município.

Hoje há cerca de 7 mil servidores na ativa e 2.297 aposentados. São pessoas que se afastaram por tempo de serviço, por idade, invalidez permanente ou compulsória (que completou 75 anos de idade).

Cláudia disse que a Reforma Previdenciária de 2019 ajudou o Instituto, com aumento de descontos na folha do servidor, que foi para 14%, atendendo Lei Federal.

Ela diz que o município não pode onerar ainda mais o seu Orçamento com o servidor e os servidores podem discutir com o Instituto alternativas.

O presidente João Figueiredo disse que o Governo do Estado, que não tem reserva financeira como o Iprejun, acrescentou além dos 14% da Lei Federal mais 2% de descontos dos servidores, para cobri o seu déficit.

Ele explicou que alguns institutos estão com alíquotas diferenciadas para trabalhadores e aposentados.

Figueiredo disse que as reformas serão constantes e os cálculos precisam ser revistos a cada época.