Prefeitura de Jundiaí muda sistema de vacinação

A Prefeitura de Jundiaí adotou novo sistema de vacinação da população que perdeu a época da faixa etária.

Com a falta de doses de vacinas, anunciadas pelo governador João Doria e confirmadas pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a Prefeitura vai promover a repescagem apenas nas quintas-feiras, com abertura de agendamento às 17 horas, para quem tem até 60 anos.

Já os idosos com mais de 60 anos, que ainda estão em grupos de risco, podem comparecer direto nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) mais próximas de casa, levando xerox de RG e do comprovante de residência.

Quem ainda não tem cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS), é feito na hora pelas atendentes da Prefeitura.

A Prefeitura publicou um comunicado em seu site explicando as novas regras. Quem tem mais de 18 anos e possuí alguma comorbidade, também deve procurar a Unidade de Saúde.

Apesar da divulgação de um telefone para agendamento, como ele é muito procurado, o tempo de espera na linha chega a ser em média de 30 minutos. É preferível ir pessoalmente na UBS.

As gestantes e puérperas acima de 18 anos também devem procurar uma UBS.

O último público a receber vacina por faixa etária em Jundiaí foi o de 27 anos, no sábado (07).

Para Jundiaí avançar em outras faixas há necessidade de envio de novas doses pelo Ministério da Saúde.

Confira o comunicado da Prefeitura

 

 

Há divergências na transferência de doses

LUÍS COSTA

(FOLHAPRESS) – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na manhã deste domingo (8) que há divergência de cálculo entre o Ministério da Saúde e a Secretaria da Saúde de São Paulo em relação ao número de doses de vacina contra a Covid-19 entregues ao estado.

“O Instituto Butantan já entrega [a vacina Coronavac] direto ao estado de São Paulo. Há uma divergência de cálculo entre os técnicos do Ministério da Saúde e os técnicos da Secretaria Estadual de São Paulo”, afirmou.

A afirmação vem após reclamação do governador de São Paulo, João Doria, que na última quarta-feira (4), disse que o estado recebeu do Ministério da Saúde apenas metade do previsto de um lote de vacinas da fabricante Pfizer.

Queiroga participou na manhã deste domingo de um evento de vacinação de segunda dose em massa no município de Botucatu (SP). Na cerimônia, o ministro vacinou uma mulher de 58 anos.

Em entrevista coletiva, ele falou sobre os atrasos na distribuição de vacinas. Ontem (7), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), fez um “apelo público” nas redes sociais pedindo urgência na entrega de doses.

O secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, disse que a capital vai suspender a vacinação já nesta segunda-feira (9) sem o envio de novos lotes.

“Atualmente, as doses chegam ao centro de logística, precisam ser liberadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), passar pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde), e isso é feito de maneira muito dedicada pelos colaboradores do ministério da Saúde. Estamos procurando agilizar”, afirmou o ministro.

“Existem alguns municípios que só aplicam 70% das doses distribuídas, e existem outros municípios, como é o caso de Rio de Janeiro e São Paulo, que já aplicaram mais de 90% das doses distribuídas”, disse. “Assim que chega, a gente procura liberar. Eventualmente, quando a velocidade de vacinação no município é grande, pode ser que um dia falte dose. O compromisso é sempre fazer isso com a maior eficiência possível.”

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