Família de delegado morto por Covid vai receber R$ 200 mil de indenização

WESLEY FARAÓ KLIMPEL

(FOLHAPRESS) – O Governo João Doria (PSDB) vai pagar R$ 200 mil de indenização a familiares do delegado da Polícia Civil Nestor Sampaio Penteado Filho, morto em julho em decorrência da Covid, após avaliar que ele foi contaminado por causa de seu trabalho.

De acordo com o Diário Oficial de São Paulo, de sexta-feira (22), “tal decisão fundamenta-se nos elementos probatórios acostados aos autos, especialmente nas conclusões alcançadas na Apuração Preliminar n. 2ª CA 170/2021, indicativos de que a morte ocorreu em razão da função.” O valor será distribuído entre a viúva e seus filhos.

Penteado Filho era delegado titular da 1ª Seccional de Campinas quando morreu aos 54 anos, em 14 de julho. Ele estava internado desde março na capital.

Penteado Filho chegou a ocupar o cargo de corregedor da Polícia Civil, mas foi substituído em 2015.

Na segunda (25), o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) pediu ao secretário de Segurança Pública, general João Camilo Pires dos Campos, para que todos os policiais civis que morreram por causa do coronavírus tivessem o mesmo direito.

Em nota, a presidente do sindicato, Raquel Kobashi Gallinari Lombardi, afirma que a Polícia Civil paulista perdeu vários funcionários vítimas da pandemia. “Esses abnegados servidores deixaram cônjuges e filhos desamparados, que precisam ser ressarcidos pelo Estado.”

“À vista do exposto, o Sindpesp vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência solicitar a adoção de medidas necessárias no sentido de estender o direito de indenização por morte acidental a todos os policiais civis que contraíram coronavírus e faleceram no exercício das suas relevantes funções”, completa a nota.

De acordo com a 15ª edição do anuário de segurança pública, um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre efetivo e carreira policial, 50,4% dos policiais civis ouvidos têm medo de se infectarem com Covid. Entre os policiais militares e os bombeiros, 18,5% temem o mesmo.

Segundo o relatório, divulgado em julho, os policiais civis costumam ser mais velhos do que os membros das outras corporações, o que explicaria o temor da Covid.

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