Prefeitura faz projeto de viaduto sobre a linha férrea para o Corrupira

Vários leitores do “Jornal da Região” reclamaram, recentemente, da falta de alternativas para quem tenta chegar ou sair do bairro do Corrupira, em Jundiaí. O único acesso é uma passagem subterrânea ultrapassada, que liga a Avenida Nicola Accieri até a Rodovia Vereador Geraldo Dias e precisaria de autorização do Governo Federal e investimentos, para alargamento.

De acordo com a gestão atual, há duas alternativas em tentativa de viabilização. A Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP) informa que uma outra é o projeto para a construção de um viaduto para acesso ao bairro Corrupira, nas proximidades do Loteamento Vista Alegre.

O projeto foi concluído pelos engenheiros da Prefeitura e, neste momento, está em tramitação junto à concessionária Rumo, uma vez que necessita de aprovação porque cruzará a ferrovia.

Assim que receber a manifestação da concessionária, a Prefeitura de Jundiaí dará continuidade aos procedimentos necessários, entre eles, o levantamento de orçamento.

A UGISP também aguarda parecer sobre projetos enviados ao governo do Estado, referentes às adequações necessárias na Avenida Nicola Accieri, em virtude do projeto do Trem Intercidades (TIC), que passará na região.

Portanto, a Prefeitura depende tanto dos governos Federal e Estadual, para colocar em prática as obras de melhorias.

Intercidades

Em 2019 o governador João Doria anunciou que o trem intercidades teria prioridade em seu governo, dando até prazo de início das obras: janeiro de 2021.

Na época João Doria disse que o Governo Federal vinha criando problemas burocráticos para tornar o projeto realidade.

Segundo uma propaganda eleitoral de Doria, os trens teriam uma velocidade média de 170 km/h.

A modelagem em estudo, feita em parceria com o Banco Mundial, prevê até R$ 7 bilhões de investimentos ao incluir no pacote a linha 7 – Rubi da CPTM  (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), com uma alternativa R$ 1 bilhão mais barata se as locomotivas usarem biodiesel.
Em princípio, deverá ser licitada uma PPP (Parceria Público-Privada) na qual estado e vencedor entram cada um com 50% do investimento.

Interferências

“Os técnicos da prefeitura analisaram o projeto e identificaram, no trajeto que passa por Jundiaí, 17 pontos de atenção, por causa da infraestrutura urbana”, declarou o gestor de Planejamento e Meio Ambiente, Sinésio Scarabello Filho em agosto deste ano.

“Não são inconsistências, mas pontos que podem exigir a adequação dos projetos da ferrovia e/ou das diretrizes municipais. Contudo, não inviabilizam o projeto e todas têm a possibilidade de serem satisfatoriamente resolvidas.”

O gestor também lembra que essa análise foi encaminhada à Secretaria de Transportes Metropolitanos e que os técnicos da prefeitura estão à disposição para possíveis soluções para essas interferências. Os pontos de atenção foram definidos pelas unidades de gestão de Planejamento e Meio Ambiente, de Mobilidade e Transporte e de Infraestrutura e Serviços Públicos e se referem a interferências com a infraestrutura urbana, principalmente o sistema viário, mobilidade e drenagem, como: diretrizes viárias, acesso às estações, localização das passarelas, prolongamento de adequação de passagens de pedestres sob o ferrovia e galerias de águas pluviais.

 

Doria diz que trem Intercidades é prioridade

 

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