sexta-feira, 5, junho, 2026, 01:29
CIDADESJUNDIAÍ

Família protesta contra professora por Injúria Racial

A família de uma estudante de 12 anos foi até a porta da Escola Estadual Cecilia Rollemberg Porto Guelli, na Vila Rio Branco, em Jundiaí, protestar contra comentários considerados como injúria racial, com boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil.

De acordo com familiares da estudante, a professora teria dito em sala, na frente dos demais alunos, que “os olhos verdes dela não combinam com o seu cabelo crespo”.

A mãe relatou que a filha ficou chorando até de madrugada. A sala de aulas tinha 20 alunos presentes.

A advogada Ieda Jesus orientou a família a procurar o Plantão da Polícia Civil na Avenida Nove de Julho, onde foi feito um boletim de ocorrência.

Membros de várias organizações iniciaram uma campanha em defesa da aluna de 12 anos.

A Secretaria de Educação do Estado foi procurada pelo “Jornal da Região” a fim de obter a versão da professora.

A resposta enviada é a seguinte:

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) repudia qualquer tipo de preconceito e discriminação. A equipe no Conviva, que tem um trabalho de acolhimento intenso nas unidades escolares, foi acionada e o ocorrido foi registrado no Placon, sistema do programa que tem como principal objetivo monitorar a rotina das escolas da rede estadual. 

A unidade escolar também colocou à disposição, a assistência do Programa Psicólogos na Educação. 

A Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Jundiaí tomou todas as providências cabíveis e abriu o processo de apuração preliminar, a fim de ouvir todos os envolvidos.

A DRE e a unidade escolar estão à disposição da família para esclarecimentos.”

Caso de Várzea Paulista

Sobre a briga envolvendo alunas de uma escola de Várzea Paulista, a Secretaria de Educação do Estado informou que a Diretoria do Colégio não vai se pronunciar. Mas todas as medidas administrativas foram adotadas em comunicado aos pais das menores envolvidas. Agora o caso corre pela Delegacia de Polícia Civil sob o comando do delegado Ruiter Martins da Silva.

Uma das mães procurou o “Jornal da Região” e disse que as agressões ocorreram após ofensas recebidas pela filha e também vai adotar as medidas necessárias.