Cirurgias eletivas são canceladas no HSV

Apesar de o percentual de agravamento entre os casos da COVID-19 ser de 1% do total de positivos para a doença, com o aumento exponencial dos atendimentos nas Unidades Sentinelas e Prontos Atendimentos Exclusivos, o crescimento entre as internações é sentido no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), que desde o final de dezembro do ano passado precisou ampliar o número de leitos dedicados às Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) em 30% e cancelar as cirurgias eletivas já agendadas para manter o acolhimento às demandas de Urgência e Emergência, que formam o grande fluxo de atendimento do hospital de alta complexidade que atende Jundiaí e Região Metropolitana (RMJ).

O cancelamento de cirurgias eletivas no HSV faz parte do Plano de Capacidade Plena (PCP) do hospital, implantado emergencialmente em função do aumento no número de casos de SRAG com necessidade de internação hospitalar, consequentemente necessitando do aumento de leitos de internação em isolamento. Em decorrência da necessidade, estão canceladas as cirurgias eletivas até o dia 1º de fevereiro. Somente a partir desta data e com avaliação do cenário pandêmico, será possível ter novas definições sobre tais procedimentos. Estão sendo mantidas somente as cirurgias de pacientes internados e de urgência.

A pressão exercida pela pandemia neste período, está acima do vivenciado pela cidade em momentos anteriores. Historicamente, na primeira onda, houve redução das urgências e emergências, possibilitando a criação de leitos específicos na estrutura interna do HSV, com o apoio do Hospital Regional. Na segunda onda, além da parceria com o órgão estadual, foi implementada a contratação de leitos de hospital particular da cidade para suprir a demanda. Atualmente, as duas condições anteriores estão em uso, o que possibilita ao uso de 69 leitos exclusivos para COVID-19 e SRAG na estrutura.

Entre os dias 05 e 18 de janeiro, a média móvel de internações no HSV em decorrência de SRAG foi de 10,21, número 22% maior que o registrado no período anterior, de 29 de dezembro a 11 de janeiro, cujo índice foi de 8,42. Além da pressão das doenças como COVID-19 e Influenza, nos mesmos períodos, o número de atendimentos de urgência e emergências em demanda geral têm se mantido altos, foram de 537 na última semana e 542 na semana anterior.

Segundo dados da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), na última semana epidemiológica, entre os dias 10 a 17, a cidade registrou 9,4 mil casos de atendimentos de síndrome gripal entre os quatro serviços exclusivos operantes naquele momento (UPA Vetor Oeste, dois Prontos Atendimentos Exclusivos Hortolândia (Policlínica e Creche do Idoso) e o Pronto Atendimento Retiro. O número representa crescimento de 10% em relação à semana anterior, que já havia sido o pior momento da pandemia vivido na cidade, com mais de 8,5 mil atendimentos. Para dar conta da demanda, o quinto equipamento foi aberto: a Unidade Sentinela Vila Marlene.

“Estamos vivenciando o pior momento de todos esses quase 24 meses de pandemia na cidade em termos de número de pessoas que buscam pelo atendimento. Com o vírus da influenza em circulação junto com a COVID-19, o volume mais que dobrou em relação ao período de março do ano passado. A vacinação tem conseguido conter o número de casos graves, mas o avanço é matemático: quanto mais pessoas com o vírus, mais casos graves são registrados e maior a necessidade de leitos hospitalares”, salienta o gestor da UGPS, Tiago Texera.

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