Sindicato dos Terceirizados pede fiscalização em Itatiba na coleta de lixo e poda de árvores

O Sindicato dos Terceirizados de Jundiaí e Região protocolou nesta quinta-feira (27) pedido de fiscalização do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campinas nos serviços de coleta de lixo e poda de árvores realizado pela empresa SUMA, concessionária da Prefeitura de Itatiba.

No início da manhã os trabalhadores entraram em greve seguindo o exemplo da categoria de Jundiaí, que iniciou movimento de reivindicações.

Os coletores de lixo de Itatiba pedem, por meio da diretora Rosemary Pimenta e da advogada Valéria Dalmazo, uma série de benefícios. Dentre eles estão reajuste salarial em cerca de 20%, mais melhorias no Vale Alimentação, no Plano de Saúde e nos equipamentos de proteção individual.

Denúncia

O Sindicato denunciou ao Ministério Público que trabalhadores de Itatiba estão atuando próximo de cabos de energia elétrica de 13 mil volts com rede ligada, o que pode ocorrer mortes.

Também aparece na denúncia situações em que funcionários feridos, com pontos nas mãos, continuam trabalhando, quando deveriam estar afastados se recuperando.

O Sindicato considera a situação dos trabalhadores bastante complicada e que exige medidas urgentes tanto do Ministério Público, como da Prefeitura e da empresa SUMA.

O Sindicato também reivindica melhorias nos vestiários, com separação de homens e mulheres, uma vez que os setores estão sem água e precisando de reformas.

Em audiência realizada com mediação do secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura, doutor Diego José de Freitas, mais o secretário de Administração, Eduardo Sesti Júnior; o representante da SUMA, Alysson Abreu, pediu prazo até o dia 1º de fevereiro para preparar contraproposta para os trabalhadores.

A empresa alegou que os vestiários são separados, mas que vai fazer reformas e manutenção.

Quanto aos equipamentos de proteção individual (EPIs), ela diz que são fornecidos aos trabalhadores inclusive com troca quando há desgaste ou danos.

Em Jundiaí a categoria reclama da qualidade dos materiais fornecidos pela Trail. A Assessoria de Imprensa da empresa contestou a versão de que eles são obrigados a comprar do próprio bolso. Um trabalhador disse que possui nota fiscal para comprovar.

A Trail esclarece que vai colocar à disposição da categoria três tipos diferentes de luvas, para que os trabalhadores decidam qual eles preferem.

O representante da Trail também garantiu a troca dos protetores solares do fator 30 para o 70, como a categoria estava pedindo. A troca ocorrerá quando acabar o estoque do fator 30.

O representante da Trail disse que houve grande avanço nos pedidos dos trabalhadores, com 80% das questões sendo resolvidas. Fica só faltando a questão financeira que depende de estudos internos da empresa.

Vestiário dos trabalhadores da SUMA, em Itatiba

Trabalhadores correm risco de morte na poda de árvores junto à fiação de energia elétrica de 13 mil volts

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