Novo Horizonte recebe ação do Jundiaí Empreendedora nas Comunidades

Agosto começou com aprendizagem para mulheres empreendedoras do Jardim Novo Horizonte. O grupo ouviu atento à aula da analista de negócios do Sebrae, Eloísa Xavier Couto, que faz parte das capacitações do projeto Jundiaí Empreendedora nas Comunidades e do Programa de Desenvolvimento Local (PDL) na segunda de manhã.

A iniciativa tem como foco realizar a inclusão produtiva e geração de renda para os alunos. Trata-se de uma parceria da Unidade de Gestão de Governo e Finanças (UGGF), por meio da Rede Jundiaí de Cooperação, e Unidade de Gestão de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (UGDECT) com o Sebrae e Senac a partir do PDL. Assim como outras instituições da região, a Casa da Fonte é apoiadora da proposta e cedeu o espaço para o curso.

“A ideia é levar conhecimento e fomentar o empreendedorismo nos bairros, sem que os alunos precisem se deslocar até o Centro para as capacitações. Ou seja, qualificar as pessoas para a geração de renda”, afirmou José Antonio Parimoschi, gestor de Governo e Finanças.

“O programa Jundiaí Empreendedora é referência já e tem números expressivos. Agora, com a ajuda das entidades, estamos levando ele até os bairros com foco no emprego, renda e capacitação”, esclareceu o gestor da UGDECT, Cristiano Lopes.

A turma do Novo Horizonte tem aulas com o Sebrae até quarta-feira (3) para cursos sobre modelo de negócio, marketing e finanças. Após, será a vez de colocar a mão na massa. Ou melhor, nos cabelos, com técnicas para fios crespos e cacheados, ministradas nos dias 4, 11, 18 e 25 por profissionais do Senac.

As alunas da turma não esconderam a ansiedade e sede por novidades. “O mercado para cacheadas está cada vez maior e o interesse das clientes por técnicas que deixem os cabelos mais bonitos é grande. Por isso, é importantíssimo ampliar conhecimentos”, comentou Giovana Justino da Silva, que trabalha há 14 anos como cabeleireira. Na cadeira ao lado, Beatriz Justino, filha de Giovana, que há 10 anos tem a mesma profissão da mãe, também ouviu atenta os ensinamentos de Eloísa. “Os cursos geralmente são muito caros. Ter a oportunidade de ouvir o Sebrae de graça é única.”

Assim como elas, Stephanie Mariane Pinto, que já é aluna do curso de cabeleireira da Casa da Fonte e trabalha como manicure, não perdeu a oportunidade. “Eu cresci na Casa da Fonte e sempre quis essa profissão. Estou aqui para ter uma carreira e gerar minha renda, pois o mercado de trabalho está complicado.”

A analista de negócios do Sebrae, Eloisa, destacou que a proposta é justamente fazer com que mulheres como Stephanie, Giovana e Beatriz, se tornem empreendedoras ou profissionais da iniciativa privada preparadas para o mercado. “A ideia é levar os cursos para as comunidades e, dessa forma, realizar inclusão produtiva para geração de renda, administração dos negócios e até vendas.”

A coordenadora da Casa da Fonte, Maria Cristina Castilho de Andrade, comentou a importância da iniciativa. “Essas oportunidades restauram a identidade dos anônimos sociais quando eles passam a ter algum tipo de formação. São pessoas que já trabalham e têm um conhecimento empírico, que pode e merece ser aperfeiçoado. Além disso, cursos assim elevam a autoestima das pessoas.”

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