Polícia Federal faz operação em Jundiaí, Cajamar e Santana, contra lavagem de dinheiro e tráfico

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (2/8), a Operação Blanched, objetivando aprofundar investigação envolvendo crimes de lavagem de dinheiro relacionados a tráfico internacional de drogas.

As investigações foram iniciadas a partir de informações fornecidas pelo COAF, além de outras colhidas em análises preliminares, as quais apontaram para movimentação incomum no valor de R$ 5,2 milhões, entre fevereiro de 2019 e fevereiro de 2020, em conta bancária na cidade de Cajamar.

Os créditos realizados nessa conta tinham por depositantes empresas já investigadas pela Polícia Federal por não serem operacionais e abertas, sequencialmente, por organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e envolvimento com tráfico internacional de drogas.

As empresas estão registradas como pessoas jurídicas voltadas a serviços de cobrança, agenciamento, bebidas, administração imobiliária, comércio eletrônico e atacadista do setor de alimentos, com sedes nas cidades paranaenses de São José dos Pinhais/PR, Colombo/PR e Foz do Iguaçu/PR, além de Jundiaí/SP.

Alguns dos sócios das empresas identificadas figuram como beneficiários do auxílio-emergencial, demonstrando absoluta incompatibilidade de renda com os valores movimentados.

Até o presente estágio da investigação, não foram encontrados quaisquer registros ou documentos – como notas fiscais, por exemplo – que justifiquem os valores movimentados.

Na data de hoje, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal de Jundiaí, sendo três na cidade de Cajamar e um em Santana do Parnaíba.

A importância da identificação dessas pessoas está no trabalho realizado pela Polícia Federal em desarticular o sistema financeiro paralelo que permite a movimentação e ocultação de dinheiro oriundo de crimes diversos, especialmente tráfico de drogas – daí o nome da operação que, em inglês, significa branqueado por lavagem.

A pena prevista para o crime investigado (ocultação de capitais) pode chegar a 10 anos de prisão.

Os materiais apreendidos serão encaminhados para a Delegacia de Polícia Federal em Campinas.

 

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