Ex-bispo da Universal declara apoio a Lula

VICTORIA AZEVEDO

(FOLHAPRESS) – O bispo Romualdo Panceiro, que foi integrante da cúpula da Igreja Universal, se reuniu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde desta quarta-feira (5) para declarar apoio ao petista no segundo turno da corrida eleitoral.
Romualdo rompeu com Edir Macedo em 2020 e criou a Igreja das Nações do Reino de Deus. Ele era considerado como um potencial sucessor de Macedo.

O pastor esteve com Lula em hotel no centro de São Paulo, nesta tarde, antes de o petista se reunir com governadores e senadores.

Romualdo gravou vídeo no qual declara seu apoio ao petista, que deverá ser divulgado pela campanha de Lula na televisão, durante a propaganda eleitoral, e nas redes sociais nos próximos dias.

O bispo é a primeira liderança evangélica de visibilidade a assumir publicamente o voto no petista. A busca pelo voto evangélico foi um dos principais desafios da campanha do ex-presidente no primeiro turno –o segmento é mais alinhado com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

A equipe do petista segue em contato com outras lideranças evangélicas mirando novos apoios no segmento.

Apesar de rechaçar incluir religião na campanha, o ex-presidente tratou do tema em discursos ao longo do primeiro turno, se encontrou com evangélicos no Rio de Janeiro e viu sua equipe montar uma ofensiva no segmento para desmentir rumores de que Lula fechará igrejas evangélicas no país caso seja eleito.

Na terça (4), Dia de São Francisco de Assis, Lula se reuniu com frades franciscanos. O petista recebeu bênção dos frades e ganhou de presente uma imagem de São Francisco de Assis e outra de São Benedito.

O encontro foi uma resposta à proliferação de vídeos e mensagens que circulam nas redes sociais associando o ex-presidente Lula ao satanismo.

O perfil do petista no Instagram chegou a compartilhar flyer dizendo que “Lula sempre acreditou em Deus e é cristão” e que ele “não tem pacto nem jamais conversou com o diabo”.

Ainda na terça, a coligação do petista entrou com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra um autointitulado satanista e contra apoiadores próximos de Bolsonaro que associam a figura do petista a lúcifer.

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