Policiais militares libertam criança de 5 anos que era refém e ameaçada de morte
Os policiais militares, cabo Spencer e soldado Silva, de Itatiba, foram acionados na noite de segunda-feira (13) para atendimento de ocorrência de Violência Doméstica em um conjunto residencial.
Era por volta de 23 horas quando uma mulher correu para a rua com a filha de um ano no colo foi perseguida e, agredida com socos – que lhe causaram sangramentos – além de ser ameaçada de morte pelo companheiro.
Em seguida o marido, que passa por tratamento psiquiátrico, fez o filho de 5 anos como refém, avisando que iria matar a criança.
A mulher ligou para o telefone 190 da Polícia Militar. O atendente destacou uma viatura.
Quando os policiais chegaram, foram informados pela mulher que o filho pequeno estava sendo ameaçado de morte pelo companheiro. Que o marido consumiu bebida alcoólica com remédios controlados e ficou desorientado.
Os policiais foram para a casa e iniciaram negociação. Durante 10 minutos os experientes policiais tentaram convencer o homem de que não deveria fazer mal à criança. Foram momentos de muita tensão.
Em determinado momento a equipe pediu para ver quais remédios ele tomava e a criança saiu dos braços e correu em direção dos policiais, que o ampararam.
O homem, revoltado, partiu para cima dos policiais e passou a ofendê-los de tudo quanto é palavrão.
A equipe teve de usar força física para imobilizar o morador.
Depois ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil, enquanto a mulher teve de passar por atendimento médico.
Em depoimento para o delegado Felipe Bueno Carbonari, a mulher disse que já tinha registrado outro boletim de ocorrência de violência doméstica contra o companheiro. Mas ele insistiu para que retirasse a queixa, prometendo que iria voltar a trabalhar e ficaria bem. Ela acreditou.
Diante das agressões que sofreu durante a noite e as ameaças de morte, principalmente contra o filho de 5 anos, ela decidiu ir embora de Itatiba para morar com a mãe, no Rio de Janeiro.
O marido foi recolhido para a Cadeia de Campo Limpo Paulista. O delegado Felipe Carbonari pediu ao juiz de audiência de custódia que analise bem o caso, porque a mulher e as crianças correm risco de serem mortos, uma vez que o homem não tem controle emocional, representando um risco para todos que convivem com ele.
O boletim de ocorrência registrado pelo delegado Carbonari é de Violência Doméstica, Cárcere Privado, Resistência, desacato e ameaça.
Avó salva a neta
Na cidade de Mogi Guaçu, por volta de 22h30 de segunda-feira, um casal brigou. O marido, de 27 anos, estava com ciúmes da esposa de 25 anos. A mãe dele entrou na casa e viu a neta chorando, pegando a criança enquanto os dois brigavam.
Ao sair para chamar a Polícia, houve gritos e ao retornar, o filho havia esfaqueado a esposa com vários golpes, inclusive quebrando duas facas.
O filho também tentou cortar o pescoço, para se matar.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) compareceu ao local e constatou que a mulher estava morta. O rapaz foi socorrido e está passando por atendimento médico.
O corpo da mulher foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML).
O delegado Júlio Luís Garavello Gonçalves requisitou que a Polícia Militar deixe um policial de escolta no hospital, até que o autor do feminicídio receba alta, para ser conduzido à Cadeia.


