sexta-feira, 5, junho, 2026, 03:44
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GREVE NO METRÔ CONTINUA NESTA SEXTA-FEIRA

Mesmo com negociação na Justiça do Trabalho não houve acordo entre Metrô e Sindicato dos Trabalhadores. A categoria decidiu, às 23 horas desta quinta-feira (23) manter a greve por tempo indeterminado.

Nesta sexta-feira (24) o movimento de paralisação prossegue, prejudicando a população da Capital e quem precisa ir para São Paulo.

Durante o dia a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 800 quilômetros de congestionamentos em São Paulo.

As rodovias Anhanguera e Bandeirantes apresentaram congestionamentos, sendo que na Anhanguera até Osasco e na Bandeirantes até o Rodoanel, na região do Km 27.

A situação não vai ser diferente nesta sexta-feira. Quem puder deve evitar de ir para a Capital.

O governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes, decretaram Ponto Facultativo, para que sejam reduzidos o número de pessoas em circulação na Capital.

Órgãos públicos estaduais e municipais não vão funcionar.

ENTENDA A GREVE NO METRÔ DE SP

O que os metroviários pedem
– Pagamento de abono salarial para repor o não pagamento das PRs (participação nos lucros) de 2020 a 2022
– Revogação de demissões por aposentadoria especial
– Revogação de desligamentos realizados em 2019
– Fim das terceirizações e privatizações
– Abertura imediata de concurso público para repor o quadro defasado de funcionários

O que diz o Metrô

– Afirma não ter dinheiro para pagar o abono salarial neste momento, alegando que a empresa teve quedas significativas de arrecadação devido à pandemia e ainda não teve o retorno total da demanda de passageiros, se comparada a 2019

VAIVÉM SOBRE ABERTURA DAS CATRACAS

Na véspera da greve
– Justiça rejeita liminar do Metrô e permite catraca livre em caso de greve
– Sem acordo com empresa, metroviários anunciam greve
– Metrô não divulga se vai liberar passageiros de graça

No dia da greve
– Metroviários entram em greve, com estações fechadas
– Funcionários afirmam que voltariam ao trabalho com catracas livres
– Metrô anuncia que aceita liberar catracas
– Metroviários dizem que estão a postos para trabalhar, mas estado não libera passageiros
– Gestão Tarcísio acusa funcionários de não terem voltado ao trabalho
– Justiça revê decisão e manda metroviários garantirem 80% do serviço durante a greve
– Funcionários dizem que não vão voltar ao trabalho sem catraca livre
– 7.200 metroviários compõem o quadro. Desse total, 3.800 são funcionários diretamente ligados à operação dos trens, sendo que cerca de 700 trabalham ao mesmo tempo nas quatro linhas
– 3 milhões é o número atual de passageiros do sistema por dia, segundo o Metrô. Antes da pandemia, a média ficava entre 3,8 milhões e 4 milhões de passageiros

 

FOTO: REPRODUÇÃO DA TV GLOBO