Marido acusado de matar a esposa vai a julgamento nesta terça-feira (31)
O Tribunal do Júri de Jundiaí volta a se reunir nesta terça-feira (31), a partir das 9 horas da manhã para o julgamento de Rogério Botelho Filho, acusado de matar a companheira Juliana Ferraz do Nascimento, de 23 anos. O julgamento foi adiado várias vezes e terá nova juíza no comando, a doutora Patrícia Mariotti Cayres Cappi.
O crime ocorreu no dia 5 de dezembro de 2020, na Vila Nambi, em Jundiaí.
Naquele dia o autor ligou para a Polícia avisando que havia encontrado a mulher morta, no chuveiro, com alguns ferimentos.
A então delegada do Plantão Policial, Renata Yumi Ono, desconfiou da versão do marido e junto com peritos da Polícia Científica, em um trabalho semelhante aos dos CSIs norte-americanos, descobriram a suposta farsa montada pelo autor.
A delegada disse ao “Jornal da Região” na época que o marido espancou e asfixiou a vítima.
Depois simulou que a jovem morreu durante queda no banheiro, tomando banho.
Desconfiança
O delegado Felipe Carbonari, que foi o primeiro a tomar conhecimento do crime, já estava desconfiado de que havia algo de errado e solicitou exames urgentes do Instituto Médico Legal (IML), que comprovaram hematomas típicos de agressões.
Até hoje não se sabe o motivo do crime.
Depois das investigações realizadas pela delegada com a sua equipe, o marido foi preso em pleno velório da esposa, no Parque dos Ipês, pelos policiais Miriã e Omar.
A delegada Renata Yumi Ono disse ao “Jornal da Região” que tinha sido fundamental o trabalho de todos os peritos, inclusive do médico legista que tirou fotos de todas as lesões, novas e antigas no corpo da Juliana.
A família informou ao jornal na época que ela era alegre e sonhadora.


