O sentido do dia 14 de dezembro por aqui (por André Schüller)
Diante de um novo dia 14 de dezembro – data que muitos replicam anualmente como sendo o “aniversário de Jundiaí” – creio poder ajudar a desfazer certa confusão relembrando que: O mês de março, e não dezembro, faz referência ao aniversário, de fato, desse município; particularmente, o dia 28 “do 3”.
Segundo: como Jundiaí não foi “descoberta”, mas povoada, sua origem conta com alguns eventos que foram da chegada dos primeiros bandeirantes por aqui, no século XVII, até o recebimento do título administrativo como “cidade”, aí sim, dali a 209 anos.
Terceiro: organizando os eventos ligados à origem da nossa cidade, temos três datas que podem ser lembradas pelos munícipes: uma, envolvendo a chegada então desses bandeirantes; outra, quando esse grupo de pessoas organizados em uma pequena “freguezia”, como chamavam, foi elevado ao posto de “Villa” ligada à “Sant’Anna de Parnayba” no mesmo século XVII; e, como dito, temos ainda o nascimento de Jundiaí como “cidade” dali a 200 anos basicamente, no século XIX.
Já sobre o dia 14 de dezembro – data que há pouco tempo justificava um feriado local – comemoramos ao certo essa transformação da antiga “freguezia de Jundyay” em uma “vila (Formosa de Nossa Senhora dos Desterrados de Jundyay”), administrativamente falando, o que fez da futura “Terra da Uva” dona de mais direitos e deveres – isso, lembrando, acontecendo em 14 de dezembro de 1656.
André Schüller é psicanalista, Jundiaiense de coração, e neto de Guilherme Schüller, antigo maquinista homenageado pelas autoridades daqui pela atuação na complexa revolução de “32”.


