Após soltura de suspeito de ataques sexuais, mais uma mulher presta queixa na DDM
O Tribunal de Justiça do Estado informou ao “Jornal da Região” que o suspeito de ter atacado três mulheres do Almerinda Chaves, na semana passada, foi solto pelo juiz da Vara das Audiências de Custódias devido à interpretação técnica da prisão.
De acordo com análise dos autos, constatou-se que o indiciado fora preso “após o intervalo de quase um dia inteiro”, sendo inclusive abordado e liberado logo em seguida.
Posteriormente o suspeito foi preso novamente. Posto isso, entendeu-se que o “flagrante” não estava em ordem.
O juiz da Vara das Audiências decidiu pelo “relaxamento da prisão” do suspeito, que vai aguardar em liberdade a decisão da Vara Criminal do Fórum de Jundiaí.
O delegado do Plantão da Polícia Civil, Leonardo Pontes Montenegro, havia determinado a prisão do suspeito depois que três mulheres o reconheceram.
Mais uma vítima
De acordo com a Polícia Militar a quarta vítima surgiu nesta segunda-feira (18).
Uma mulher prestou queixa na Delegacia de Polícia Civil.
Dessa vez a vítima tem 40 anos.
Ela estava fazendo caminhada pela Avenida Odila Chaves Rodrigues, próximo da Lagoa do Bigode, quando foi atacada por homem com as mesmas características do “tarado”.
A vítima relatou aos policiais que foi apalpada nas nádegas por um homem que estava com bermuda, chinelo, boné e usava uma bicicleta escura.
Ela lutou contra o indivíduo para evitar que fosse levada para matagal.
A Polícia Militar informa que intensificou as buscas na região.
Família de suspeito está revoltada
A família do suspeito enviou mensagem ao “Jornal da Região” condenando a divulgação dos casos de ataques às mulheres no Almerinda Chaves.
A família diz que perdeu o sossego, vem recebendo ameaças e que a “própria Justiça considerou que o homem é inocente, liberando-o da Cadeia”.
Que “um pai de família foi acusado injustamente” pelas mulheres do bairro.
Em sua defesa, no dia em que foi preso pela Guarda Municipal de Jundiaí, o suspeito disse ao delegado Leonardo Pontes Montenegro que estava sendo acusado injustamente, porque estava no trabalho em todos os horários em que as vítimas foram atacadas.


