quinta-feira, 4, junho, 2026, 14:53
CIDADESJUNDIAÍPOLÍCIA

Crânio encontrado na Serra do Japi é de homem

A Superintendência da Polícia Técnico-Científica, em São Paulo, concluiu a análise do crânio encontrado no bairro Santa Clara, na Fazenda Vigorelli, em Jundiaí, em 2 de março deste ano. Inicialmente acreditava-se ser o crânio de uma criança. Posteriormente o Instituto Médico Legal (IML) constatou que era de uma pessoa adulta, mas não se sabia o sexo.

No laudo 69.425/2024, do Instituto de Antropologia da Superintendência da Polícia Científica, na Capital. os médicos legistas Valdisnei Alfredo Rodrigues e Paulo Sérgio Tieppo Alves, realizaram com suas equipes trabalho de análises para esclarecer dúvidas do delegado de Jundiaí, Alexander Paula Silva.

O delegado questionou sobre a possibilidade de a vítima ter morrido de forma violenta, por veneno ou outra causa e qual o sexo e idade.

Após um longo trabalho de estudos, os peritos concluíram que se trata de um homem, pela formação craniana. O IML de Jundiaí já havia apontado inicialmente que seria uma pessoa de baixa estatura, pela dimensão do crânio.

Os peritos não conseguiram identificar sinais de violência, para a causa da morte. Não havia restos orgânicos, apenas a “esqueletização”, sendo que a putrefação da pessoa não deixou restos moles para análises.

Não foi possível determinar a causa da morte.

Acredita-se, pelo que foi analisado no crânio, que a vítima teria cerca de 30 anos. Nenhuma família foi localizada para “reclamar” o crânio.

“Igreja Negra”

Durante os trabalhos policiais havia fortes indícios de que o crânio foi levado para o local para atos de “igreja negra’. O local é conhecido por rituais de “encomendas” maléficas.

A testemunha que encontrou o crânio disse aos investigadores da Polícia Civil que não viu nenhum veículo ou grupo de pessoas suspeitas na região, naquela data.

O crânio ficou sob os cuidados da equipe de Antropologia da Superintendência, em São Paulo.

Indigente

Atualmente as geladeiras do Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí estão todas vazias no anexo do Cemitério do Montenegro, na rua Nelson Vilaça, no Jardim do Lago. Pelo local passam cerca de 10 corpos por dia, sendo que a maioria é de Verificação de Óbito (causas naturais).

O último morto – sem identificação – foi encontrado entre os bairros do Jardim da Fonte e o Jardim São Camilo, em estado de decomposição.

O falecido era pardo, tinha cerca de 1m70 de altura e foi enterrado como indigente, porque não apareceram familiares.

Ultimamente tem sido raro fazer sepultamento “sem identificação”, porque houve avanços e os peritos coletam impressões digitais que são fundamentais.

No caso desse último morto, o estado de putrefação impediu a coleta de impressões.