Rede municipal dá apoio às pessoas em depressão, em Jundiaí
A Prefeitura de Jundiaí possuí uma rede de apoio às pessoas que enfrentam a depressão e passam por um momento sensível. Nos últimos dias, na região, têm ocorrido muitos casos de atentados contra a própria vida. Um deles foi de uma jovem. Mas no final de semana foram registrados mais dois casos concretos e nesta terça-feira (20) o terceiro.
A Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) da Prefeitura de Jundiaí, a partir da Coordenação de Saúde Mental, informa que o Comitê Permanente de Acompanhamento e Monitoramento do Plano Municipal de Prevenção à Automutilação e ao Suicídio, criado pelo Decreto Municipal 31.494/2022, encontra-se ativo e em momento de recomposição de alguns membros.
As reuniões ocorrem mensalmente e o Comitê está organizando as intervenções para o ano de 2025, que ocorrerão, não apenas em setembro, mas também ao longo do ano, para que as pessoas com depressão possam saber os canais corretos para buscar ajuda.
Onde buscar ajuda
Acerca do atendimento, a Prefeitura esclarece que, em Jundiaí, o atendimento em saúde mental contempla múltiplas complexidades e níveis de atenção, envolvendo ações desde a Atenção Básica, passando pelo cuidado no Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e chegando, quando necessário, à atenção hospitalar.
Ao todo, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Município é composta pelos 35 equipamentos da Atenção Básicas (UBSs e Clínicas da Família), apoiadas por 10 equipes e-Multi, que possuem psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, nutricionista, fisioterapeuta, psiquiatra e educador físico.
A cidade conta com quatro CAPS, sendo dois destinados ao atendimento de adultos (CAPS II e CAPS III), um infanto-juvenil (CAPS IJ) e um álcool e drogas (CAPS AD III).
Tem ainda enfermaria de Retaguarda em Saúde Mental no Hospital São Vicente de Paulo (com 10 leitos de retaguarda); uma equipe de Consultório na Rua; um Centro de Convivência, Cultura, Trabalho e Geração de Renda (CECCO); três Residências Terapêuticas; e duas Unidades de Acolhimento, voltadas a pessoas em extrema vulnerabilidade, em uso de substância psicoativas.
Além dos quadros de depressão, a rede municipal de saúde atende as mais diversas demandas de saúde mental, sendo que os profissionais da saúde, a partir da compreensão das necessidades singulares do sujeito, ofertam o cuidado necessário, o qual pode incluir múltiplas iniciativas, uma vez que o objetivo é a melhoria da qualidade de vida do indivíduo.
O cuidado pode ser dar, portanto, por meio de escuta acolhedora ao sofrimento psíquico; das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, tais como auriculoterapia, práticas meditativas, fitoterapia, relaxamento guiado, entre outros; das atividades de convivência (como ações envolvendo atividades físicas); e das ofertas clássicas de atendimento médico e psicoterapias (sejam estas individuais ou grupais).
Suicídios
Sobre os casos de suicídio na cidade, dados da Vigilância Epidemiológica apontam que foram notificadas 28 ocorrências em 2024 (entre janeiro e maio do ano passado, foram 10 casos) – média de dois casos por mês. Neste ano, até o momento, ocorreram nove episódios de suicídio de residentes no Município (quatro no mês de janeiro, dois em fevereiro e três em maio) – média de 1,8 caso por mês.


